O Grupo de Estudos Aquilombamente, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCult) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), realiza em 19 de novembro de 2026 o Novembro Negro PGCult 2026. Com o tema “Saberes Cosmos: a epistemologia que habita em nós”, o evento propõe um espaço de encontro, reflexão e afirmação das epistemologias negras em perspectiva contracolonial.
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A programação ocorre no Centro de Ciências Humanas (CCH), em São Luís, das 8h às 19h, com inscrições gratuitas. Mais do que questionar a colonialidade do conhecimento, o encontro busca reconhecer práticas e modos de vida que historicamente produzem autonomia, memória, pertencimento e criação de mundos. São saberes presentes nos territórios, na oralidade, na ancestralidade, nas artes, nas religiosidades, nas práticas comunitárias e nas experiências cotidianas de cuidado e resistência.
A proposta é reconhecer que corpos, territórios e memórias carregam conhecimentos que resistiram ao apagamento e continuam produzindo vida, pensamento e futuro. Entre as perguntas que orientam os diálogos desta edição está o que a universidade precisa desaprender para aprender com outros mundos.
Programação
A cerimônia de abertura, das 9h às 9h30, reúne mesa institucional com representantes da UFMA para dialogar sobre equidade racial, diversidade e valorização das epistemologias negras. Participam Ana Caroline Amorim, coordenadora do PGCult; Maria Gislene Fonseca, chefe da DIGED/DIDAAF; e Maria da Guia, coordenadora do Curso de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros. A mediação é da professora doutora Cláudia Moraes, coordenadora geral do Grupo de Estudos Aquilombamente.
Das 9h45 às 11h30, a palestra “Cosmologias negras: outras formas de existir e governar o mundo”, com Maria de Lourdes Siqueira, reflete sobre os modos como os povos negros constroem, preservam e atualizam outras formas de compreender a existência, o território, a comunidade e o mundo, fundamentadas no pertencimento, na responsabilidade coletiva e na continuidade ancestral.
À tarde, das 14h às 15h45, ocorre a Mostra Científica com comunicações orais, espaço de compartilhamento e valorização de pesquisas, experiências e diferentes formas de produção de conhecimento. As apresentações estão organizadas em quatro eixos temáticos. O Eixo 1 trata de educação antirracista, com saberes, disputas e reinvenções do mundo, na modalidade presencial. O Eixo 2 aborda interseccionalidade, com corpos em encruzilhada, raça, gênero e classe em reexistência, também presencial. O Eixo 3 discute povos e comunidades, com territórios cosmos, saberes, ancestralidade e comunidades de terreiro e candomblé, na modalidade remota. O Eixo 4 trata da branquitude em análise, com poder, silêncio e produção de privilégios, também remoto.
Das 16h às 17h, a roda de diálogo “Saberes que sustentam o mundo: vozes do território e da ancestralidade” reúne Cadu Marques, Nadir Cruz e Mãe Dedé de Boço Có. A atividade propõe um encontro entre diferentes experiências de território, cultura e ancestralidade, abordando conhecimentos construídos nas periferias, nas manifestações da cultura popular e nos terreiros como formas de memória, resistência, cuidado e continuidade.
Das 18h às 19h, o Hall do CCH recebe a exposição “Cartografias do Invisível: territórios, corpos e encantarias”, que reúne trabalhos de diferentes linguagens artísticas sobre experiências territoriais, corporais e subjetividades negras, revelando memórias, encantarias, pertencimentos e formas de resistência. A curadoria é de Sunshine Castro, artista visual e doutoranda em Cultura e Sociedade, e Rodrigo Gomes, arte-educador e mestre em Cultura e Sociedade.
Também às 18h, com duração até 18h40, o Hall do CCH sedia a performance “Palafitas”, com Breno Silva. A obra aborda a realidade das populações que vivem em palafitas em São Luís, evidenciando questões relacionadas ao racismo ambiental, à desigualdade socioeconômica, à precariedade habitacional e às condições de vulnerabilidade social.
Submissões e chamada pública
Pesquisadores, estudantes e integrantes da comunidade acadêmica podem submeter trabalhos à Mostra Científica até 9 de novembro de 2026, relacionados aos quatro eixos temáticos. As apresentações dos eixos 1 e 2 serão presenciais, enquanto as dos eixos 3 e 4 ocorrerão remotamente. O envio deve seguir as normas gerais e o modelo disponibilizado na página de inscrições do evento.
O evento também promove chamada pública para a exposição “Cartografias do Invisível”, com o objetivo de reunir produções de diferentes linguagens artísticas que expressem experiências territoriais, corporais e subjetividades negras. Artistas interessados devem consultar o edital específico disponível na página oficial do evento e observar os critérios e orientações para participação.
Informações gerais
O Novembro Negro PGCult 2026 ocorre em 19 de novembro de 2026, das 8h às 19h, na UFMA, Centro de Ciências Humanas, em São Luís. O auditório principal é o Auditório Ribamar Caldeiras, e a exposição e a performance acontecem no Hall do CCH. A realização é do Grupo de Estudos Aquilombamente, do PGCult/UFMA, com inscrições gratuitas.
Todas as informações sobre inscrições, programação e submissões estão disponíveis na página oficial do evento: https://www.even3.com.br/novembro-negro-pgcult-791441. Entre os documentos disponíveis estão as normas gerais para submissão, o edital para a exposição Aquilombamente 2026 e o modelo para comunicações orais.
O Novembro Negro PGCult 2026 é um convite à valorização das epistemologias negras, ao reconhecimento dos saberes ancestrais e tradicionais e à construção de outros caminhos para a produção e circulação do conhecimento. O evento se apresenta como espaço para compartilhar pesquisas, expressões artísticas, experiências, memórias e saberes que constituem histórias e modos de existir.


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