A construção de cisternas pelo Projeto Amazônico de Gestão Sustentável (PAGES) avança em municípios maranhenses, ampliando as perspectivas de acesso à água para famílias rurais e fortalecendo as condições para a produção de alimentos. Executada pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a iniciativa integra as ações voltadas à redução da insegurança hídrica, alimentar e nutricional nos territórios atendidos.
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De acordo com o painel de monitoramento da execução, 213 cisternas estão em execução na primeira etapa da iniciativa, que contempla 619 famílias distribuídas em 32 comunidades de 10 municípios maranhenses. A contratação foi organizada em cinco lotes: o Lote 1, sob responsabilidade do Instituto Apoio, contempla 116 cisternas; os Lotes 2 e 5, executados pelo Instituto Agrossolar, somam 244; e os Lotes 3 e 4, sob responsabilidade do Instituto Terra, reúnem 259. Os registros do painel foram atualizados entre 14 e 29 de outubro de 2026, conforme o registro das OSCs por lote.
A primeira etapa representa parte de uma iniciativa mais ampla. Ao todo, o PAGES prevê a implantação de 1.830 tecnologias sociais de acesso à água, com potencial para beneficiar aproximadamente 3.824 famílias. A meta contempla diferentes estruturas, dimensionadas de acordo com os usos e as necessidades das comunidades rurais atendidas.
Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Jeônys Aguiar, a iniciativa está relacionada ao fortalecimento da agricultura familiar e à criação de condições para que as famílias rurais tenham maior segurança no acesso à água.
Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Jeônys Aguiar, a iniciativa está relacionada ao fortalecimento da agricultura familiar e à criação de condições para que as famílias rurais tenham maior segurança no acesso à água.
“Garantir o acesso à água é também garantir melhores condições de vida e de produção para as famílias da agricultura familiar. Com a implantação dessas cisternas, estamos contribuindo para enfrentar os períodos de estiagem, reduzir as dificuldades de abastecimento e oferecer mais segurança para quem vive e trabalha no campo. É uma ação que fortalece a produção de alimentos e promove mais dignidade e autonomia às comunidades rurais”, destacou o secretário.
A primeira etapa contempla os municípios de Amarante, Buriticupu, Carutapera, Luís Domingues, Nova Olinda do Maranhão, Pindaré-Mirim, Santa Ines Santa Luzia, Santa Luzia do Paruá e Zé Doca. Entre eles, Carutapera reúne 119 famílias selecionadas, seguida de Santa Luzia, com 81, e Pindaré-Mirim, com 95. A distribuição evidencia a abrangência territorial da ação e a importância do acompanhamento das obras em cada localidade.
Para as famílias rurais, o acesso regular à água está diretamente relacionado à rotina doméstica, à saúde e às possibilidades de manter atividades produtivas. A implantação das cisternas busca contribuir para enfrentar dificuldades decorrentes da escassez ou da irregularidade no abastecimento, respeitando as necessidades das famílias e as características de cada território.
Mariana Leal Conceição Nóbrega destaca que a construção das cisternas integra uma estratégia mais ampla de desenvolvimento rural sustentável, que articula o acesso à água, a segurança alimentar e o fortalecimento da agricultura familiar.
“Mais do que construir cisternas, estamos contribuindo para ampliar a segurança hídrica das famílias rurais e criar melhores condições para viver e produzir no campo. A primeira etapa, com 619 famílias contempladas, representa parte de um esforço maior do PAGES, que prevê a implantação de 1.830 tecnologias sociais de acesso à água. O acompanhamento da execução é fundamental para que essas estruturas cumpram sua finalidade e contribuam para melhorar a qualidade de vida das comunidades atendidas.”
Além das cisternas familiares de 16 mil litros, destinadas ao armazenamento de água para consumo humano, o planejamento do PAGES contempla 65 cisternas do tipo calçadão, com capacidade de 52 mil litros, voltadas à captação e ao armazenamento de água para atividades produtivas, e 42 cisternas escolares, também de 52 mil litros, destinadas a unidades de ensino. No conjunto, são previstas 1.723 cisternas familiares, 65 do tipo calçadão e 42 escolares, totalizando 1.830 tecnologias sociais.
O desenho da ação também prevê o Serviço de Acompanhamento Familiar para Inclusão Produtiva (SAFISP), articulando o acesso à água com o fortalecimento das condições de produção e de segurança alimentar e nutricional das famílias atendidas.
A iniciativa conta com investimento de R$ 12.653.753,10, conforme o valor estabelecido no chamamento público para implementação das tecnologias sociais de acesso à água. A execução foi organizada em cinco lotes, distribuídos entre organizações da sociedade civil responsáveis pela realização da implantação das cisternas do PAGES nos municípios contemplados.
O acompanhamento da execução permite verificar o andamento das obras, a realização das capacitações e as condições para a entrega das estruturas às famílias. O monitoramento também contempla informações sobre as atividades de gestão da água, o uso e consumo adequado e a formação de cisterneiros, contribuindo para a utilização segura e sustentável das tecnologias implantadas.
Com a continuidade das obras e o acompanhamento das etapas de execução, o PAGES busca ampliar o acesso à água e fortalecer as condições para que famílias rurais tenham mais segurança para viver e produzir. A iniciativa integra os esforços de desenvolvimento rural sustentável promovidos pelo Governo do Maranhão, por meio da SAF, em parceria com o FIDA.


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