O jornalista e escritor Klester Cavalcanti lança nesta semana o livro “Matou Uma, Matou Todas”, uma investigação aprofundada sobre o feminicídio no Brasil. Resultado de seis anos de trabalho, a obra se baseia em entrevistas, análise de casos e dados oficiais para mapear a violência extrema contra a mulher no país.
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Os números apresentados são alarmantes: somente em 2024, quase 1.500 mulheres foram vítimas de feminicídio. A pesquisa de Cavalcanti aponta um padrão predominante nesses crimes: em nove a cada dez casos, o agressor é alguém próximo da vítima, como companheiro ou familiar.
O autor, três vezes vencedor do Prêmio Jabuti e considerado um dos maiores jornalistas investigativos do país, enfatiza que a obra é um instrumento de conscientização. Ele destaca a importância de que homens também leiam o livro, como um passo necessário no combate ao que define como machismo estrutural da sociedade.
A edição conta com um posfácio assinado pela empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil. No texto, ela descreve a publicação como um “grito coletivo” e um convite à ação diante da urgência do tema.
Klester Cavalcanti, autor de livro-reportagem mais traduzido do Brasil e premiado internacionalmente, estrutura a obra a partir de relatos diretos e da contextualização dos crimes, buscando ir além das estatísticas para apresentar as histórias por trás dos números.
O livro chega às livrarias em um momento de intenso debate público sobre a violência de gênero e a eficácia das políticas de proteção à mulher. A expectativa é que a publicação sirva como um documento de referência para compreender as raízes e as dimensões da violência letal contra mulheres no país.


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