A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, denunciou na última terça-feira (20) um caso de racismo envolvendo a ministra Vera Lúcia Santana Araújo. Indicada ao tribunal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reconhecida por sua atuação em defesa dos direitos das mulheres negras, Vera Lúcia foi impedida de entrar em um seminário no qual era uma das palestrantes.
O evento, realizado no auditório do Centro Empresarial da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, discutia “Gestão Pública – Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação”. Apesar de se identificar como ministra substituta do TSE e apresentar sua carteira funcional, Vera Lúcia só conseguiu acesso ao local após a intervenção de Cármen Lúcia.
✅ Seja o primeiro a ter a notícia. Clique aqui para seguir o novo canal do Cubo no WhatsApp
Em ofício encaminhado à Comissão de Ética do tribunal, a presidente do TSE classificou o ocorrido como um ato de discriminação racial. “Racismo é crime, etarismo é discriminação. É inconstitucional, imoral, injusto qualquer tipo de destratamento em razão de qualquer critério que não seja a dignidade da pessoa humana”, afirmou.
A Advocacia-Geral da União (AGU), que compartilha o prédio com a CNC, informou que o controle de acesso é feito por funcionários terceirizados e que tomará as medidas necessárias para apurar o caso. A instituição também se comprometeu a adotar ações educativas para evitar situações semelhantes no futuro.
O episódio reacende o debate sobre o racismo estrutural no Brasil e a sub-representação de pessoas negras em espaços de poder. Especialistas em direitos humanos destacam a importância de medidas concretas para combater a discriminação em instituições públicas e privadas.
Leia outras notícias em cubo.jor.br. Siga o Cubo no BlueSky, Instagram e Threads, também curta nossa página no Facebook e se inscreva em nossos canais, do Telegram e do Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso e-mail.


Deixe um comentário