Um vídeo publicado nas redes sociais pelo entregador Tiago trouxe à tona denúncias contra a chamada “Operação Rolezinho”, realizada em São Luís (MA). No registro, ele afirma que a ação, comandada pelo promotor Cláudio Guimarães, tem como alvo principal trabalhadores que usam motocicletas para se deslocar, e não criminosos envolvidos em arruaças ou direção perigosa.
Segundo Tiago, a operação ocorre em horários de pico, quando entregadores de aplicativos e outros profissionais estão a caminho do trabalho. Ele relata que muitos motociclistas tiveram seus veículos apreendidos por infrações administrativas, como falta de placa – em alguns casos, por furto ou perda acidental. Apesar de estarem dispostos a regularizar a situação, pagando multas e taxas de depósito, os proprietários enfrentam obstáculos para recuperar as motos.
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“O promotor não está permitindo a liberação, mesmo com a documentação em dia. Uma funcionária do pátio disse que, se liberasse algum veículo, seria presa por ordem dele”, denunciou Tiago no vídeo. Ele também acusou Guimarães de abuso de autoridade, citando um suposto escândalo anterior envolvendo a privatização de uma praia pública no bairro Olho d’Água.
Uma leitora do jornal confirmou o problema: seu irmão teve a moto apreendida às 8h da manhã, enquanto se dirigia ao trabalho. Relatos semelhantes circulam em grupos de motociclistas, onde outros trabalhadores reclamam da demora na devolução dos veículos, essenciais para o sustento de suas famílias.
A reportagem tentou contato com a Promotoria de Justiça de São Luís para ouvir a versão do promotor Cláudio Guimarães, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Enquanto isso, motociclistas afetados planejam protestos e buscam apoio de autoridades para resolver o impasse. “Queremos apenas trabalhar em paz”, resumiu Tiago.
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