O Maranhão acompanhou o movimento nacional de alta do diesel S-10 em outubro. O litro do combustível passou de R$ 7,549 para R$ 7,789, avanço de 3,17%, segundo levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de mobilidade, meios de pagamento e benefícios corporativos. O aumento intensificou a trajetória registrada em setembro, quando o preço havia subido 1,70%.
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O estado registrou a quarta maior alta do Nordeste, atrás de Pernambuco (3,73%), Piauí (3,71%) e Paraíba (3,47%). Na região, oito dos nove estados tiveram aumento em outubro, com aceleração das altas em todos eles. A Bahia foi a única exceção, com recuo de 0,77%.
No cenário nacional, o diesel subiu em 23 das 27 unidades federativas e acumulou alta de aproximadamente 5% em dois meses. Na média do país, o litro passou de R$ 7,333 para R$ 7,520, avanço de 2,55%. Em 19 estados, a variação percentual de outubro superou a de setembro, indicando intensificação dos aumentos.
Gasolina recua 0,87% no estado
A gasolina ficou mais barata no Maranhão em outubro. O litro passou de R$ 7,020 para R$ 6,959, redução de 0,87%. O estado manteve a trajetória de queda pelo segundo mês consecutivo, já que em setembro o preço também havia recuado.
O movimento acompanha a tendência nacional. A gasolina caiu 0,29% na média do país, de R$ 6,768 para R$ 6,748, e o número de unidades federativas com redução nos preços subiu de 14 para 20. Alagoas, Maranhão, Paraíba e Sergipe, todos no Nordeste, estiveram entre os estados que mantiveram a queda pelo segundo mês seguido.
Etanol tem terceira maior queda do país
O etanol apresentou no Maranhão a terceira maior redução do país em outubro. O litro passou de R$ 4,961 para R$ 4,734, queda de 4,57%, após já ter recuado 6,01% em setembro. O estado acumula, portanto, dois meses consecutivos de baixa.
A queda maranhense ficou atrás apenas do Rio Grande do Norte (−6,23%) e de Sergipe (−5,82%), ambos também no Nordeste. A região registrou redução em todos os nove estados e concentrou as três maiores quedas nacionais do biocombustível.
Na média nacional, o etanol subiu 0,52%, de R$ 4,338 para R$ 4,361, apesar das quedas registradas em 18 unidades federativas.
Biocombustível passa a compensar no estado
Com a redução do preço do etanol e a queda da gasolina, o biocombustível passou a ser economicamente mais vantajoso que a gasolina no Maranhão. A relação entre os preços ficou em 68%, abaixo da referência de 70% usada para indicar melhor custo-benefício. O estado passou a integrar o grupo de unidades federativas em que abastecer com etanol compensa mais, ao lado de Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins, que também entraram nessa condição em outubro.
A principal mudança ocorreu no Nordeste, onde o número de estados favoráveis ao biocombustível passou de três para oito, acompanhando a redução dos preços do etanol em toda a região. No país, o etanol passou a ser mais vantajoso que a gasolina em 21 das 27 unidades federativas, ante 17 em setembro. Roraima manteve a condição mais favorável, com preço equivalente a 52,11% do valor da gasolina.
Pressão internacional e medidas federais
A evolução dos preços no Maranhão e no restante do país ocorre em meio à continuidade das medidas federais destinadas a reduzir os efeitos das pressões internacionais sobre os combustíveis. Em outubro, o governo ampliou a desoneração da gasolina, prorrogou a desoneração do etanol, reforçou a subvenção aos produtores do biocombustível e anunciou um benefício adicional para o diesel importado. Nesta terça-feira (27), anunciou ainda a renovação, por mais 30 dias, da subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel rodoviário, diante da persistência das pressões internacionais sobre os custos do combustível.
O levantamento da ValeCard considera transações realizadas entre os dias 1º e 26 de outubro de 2026, em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.


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