A crise no abastecimento de água em Imperatriz, desencadeada pelo desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira no último domingo (22), gerou indignação entre os moradores após o preço do galão de água potável disparar, chegando a R$ 55 em alguns estabelecimentos.
Filas extensas em supermercados e lojas foram registradas, com consumidores tentando garantir o mínimo de abastecimento para suas famílias. Muitos moradores usaram as redes sociais para denunciar os altos preços, acusando revendedores de se aproveitarem da situação.
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“É um absurdo! Estão lucrando em cima do nosso desespero”, relatou uma moradora em um vídeo que viralizou na internet. A falta de alternativas deixou os moradores vulneráveis, aumentando a pressão sobre o comércio local.
Procon investiga abusos
Diante das denúncias, o Procon-MA iniciou uma investigação para apurar possíveis práticas abusivas. O órgão destacou que aumentos injustificados em períodos de crise violam o Código de Defesa do Consumidor e podem resultar em multas ou até na suspensão das atividades dos estabelecimentos envolvidos.
O presidente do Procon, em nota, afirmou que os fiscais já estão em campo e que os consumidores devem denunciar qualquer abuso. “Não toleraremos lucros abusivos em um momento tão delicado”, garantiu.
Causa da crise
A interrupção no abastecimento ocorreu após a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) suspender a captação e o tratamento de água no Rio Tocantins. A medida foi tomada após a Secretaria de Meio Ambiente identificar a contaminação do rio por substâncias tóxicas transportadas por um caminhão que caiu durante o desabamento da ponte.
A previsão para a normalização do serviço ainda é incerta, agravando a situação e forçando os moradores a recorrerem a compras emergenciais de água potável.
Impacto social
A alta no preço do galão de água evidencia as dificuldades enfrentadas pela população de Imperatriz. “Estamos sendo duplamente penalizados: pela falta de água e pelos preços abusivos”, desabafou um morador.
Enquanto as autoridades trabalham para restabelecer o fornecimento, o Procon promete intensificar a fiscalização para garantir que o direito básico ao consumo não seja comprometido.
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