Garantir que as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa está entre as principais demandas dos maranhenses para a educação. Para 42% dos moradores do estado, assegurar que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade certa deve ser uma das principais prioridades educacionais dos próximos anos, atrás apenas da melhoria dos salários e das condições de trabalho dos professores (45%) e da ampliação dos cursos técnicos para jovens do ensino médio (44%).
✅ Seja o primeiro a ter a notícia. Clique aqui para seguir o novo canal do Cubo no WhatsApp
Os dados fazem parte da pesquisa “O que a população pensa sobre a educação | 2026”, realizada pelo Instituto IDEIA e encomendada pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação. No Maranhão, o levantamento ouviu 800 moradores com 16 anos ou mais, entre 20 e 25 de maio de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Mais da metade veem como possível a alfabetização de todas as crianças
A ideia de que a alfabetização deve alcançar todas as crianças é acompanhada pela confiança de que isso é possível: 57% dos maranhenses concordam que é viável alfabetizar todas as crianças, independentemente de sua origem socioeconômica ou raça. O resultado mostra que, para a maioria da população, a origem da criança não deve ser uma barreira para que ela seja alfabetizada.
A pesquisa também revela uma percepção mais ampla sobre o que significa estar alfabetizado. No Maranhão, 47% discordam que uma criança que consegue ler palavras e escrever frases simples já possa ser considerada alfabetizada, mesmo que ainda tenha dificuldade para compreender textos, enquanto 30% concordam com essa afirmação.
Menos de três em cada dez veem as crianças aprendendo no ritmo esperado
Ao mesmo tempo em que a população do Maranhão aponta a alfabetização como uma prioridade, a percepção sobre o ritmo atual de aprendizagem revela um desafio. Apenas 28% concordam que os estudantes estão aprendendo a ler e escrever no ritmo esperado, enquanto 51% discordam. Os dados evidenciam, portanto, uma distância entre a importância atribuída à alfabetização e a avaliação da população sobre o ritmo em que ela vem acontecendo.
Os resultados oficiais do Indicador Criança Alfabetizada (ICA), porém, mostram que o estado tem avançado. Maranhão saiu de 56% das crianças alfabetizadas no 2º ano do Ensino Fundamental em 2023 para 69% em 2025, superando a meta estadual de 64% para o ano.
“Para seguir avançando rumo à garantia da alfabetização de todas as crianças, porém, é fundamental manter essa agenda entre as prioridades e desenvolver estratégias cada vez mais direcionadas aos territórios com maiores desafios de aprendizagem. Isso passa pelo fortalecimento do regime de colaboração entre o estado e os municípios e pela oferta de apoios específicos às redes que mais precisam, para que todas as crianças tenham a oportunidade de aprender”, afirma Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann.
Sobre a Fundação Lemann
A Fundação Lemann é uma organização filantrópica familiar, independente e apartidária, que desde 2002 fortalece a educação pública e apoia o desenvolvimento de lideranças diversas e representativas. Juntos, somamos forças com organizações, especialistas e Centros de Pesquisa, investimos em iniciativas inovadoras e produzimos conhecimento aplicado para impulsionar mudanças sistêmicas. Até 2031, nossas ações estão focadas na alfabetização na idade certa, na recomposição das aprendizagens com equidade racial e na conexão de lideranças comprometidas com a transformação do Brasil.


Deixe um comentário