A direita bolsonarista chegou à Praça Maria Aragão, em São Luís, com o “Bloco do 22” e uma lista de convidados que foi mudando ao longo dos dias. Nikolas Ferreira (PL-MG) ficou. Flávio Bolsonaro e André Fernandes saíram dos materiais de convocação, substituídos pelo deputado federal eleito Aldir Júnior (PL). A troca de nomes não foi por acaso, e diz muito sobre o que o PL espera, ou melhor, o que não espera do Maranhão.
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A baixa adesão projetada para a capital maranhense não é uma surpresa para quem acompanha a política local. São Luís tem 756.232 eleitores, menos da metade dos 1,8 milhão de Fortaleza, cidade onde Flávio Bolsonaro preferiu concentrar sua presença pessoal nesta quarta-feira. A escolha dos palcos é reveladora: vai-se onde se acredita ter chance. E o Maranhão, ao que tudo indica, não está nessa conta.
O estado tem raízes eleitorais que resistem ao discurso conservador de ocasião. A tentativa de encaixar figuras nacionais do bolsonarismo numa realidade local que não as abraça revela o limite de uma política que vive mais da encenação do que da escuta. Quando a convocação precisa ser reajustada às vésperas do evento, o sinal é claro: faltou base, faltou convencimento, faltou enraizamento.
Mobilização sem adesão é cenário vazio. E no Maranhão, onde as demandas por saúde, educação e emprego seguem sem resposta à altura por parte de quem grita mais alto nos palanques, o barulho do bloco dificilmente se converte em votos. A direita pode montar seu espetáculo na praça. O eleitor maranhense, no entanto, parece não estar disposto a ser figurante.


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