Com a evolução do mercado e o intuito de abranger diferentes perfis de pele, seja a mais seca ou mais oleosa, hoje são várias as opções disponíveis para atender ao público em geral. Sabonetes hidratantes, esfoliantes, antissépticos, artesanais, de glicerina e outras formulações prometem atender a diferentes necessidades, mas nem sempre a opção mais conhecida ou popular é a mais adequada para cada pessoa. Diante de tantas alternativas, entender as características e comportamento da própria pele é fundamental para evitar desconfortos.
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Para o médico dermatologista e professor de Medicina do IDOMED Açailândia, Cláudio Cardoso, o essencial nesses casos é considerar o tipo de pele e a finalidade daquele produto. Uma pessoa com pele muito oleosa pode ter necessidades diferentes de alguém com pele seca, sensível ou com dermatite, por exemplo.
Também é interessante observar a formulação. A superfície da pele apresenta um pH levemente ácido, geralmente em torno de 4,5 a 5,5, embora exista variação conforme a região do corpo e outros fatores. Portanto, quando falamos em produtos com “pH adequado”, não estamos necessariamente falando de pH neutro, que quimicamente corresponde a aproximadamente 7. Estamos falando de produtos compatíveis com o pH fisiológico da pele.
“Mais importante do que procurar simplesmente as palavras ‘neutro’, ‘infantil’ ou ‘líquido’ na embalagem é escolher uma formulação suave e adequada ao seu tipo de pele”, explica o professor do IDOMED Açailândia.
Quando é preciso trocar?
Cláudio aponta que um dos principais sinais que exigem a troca do tipo de sabonete é perceber que, após o banho, a pele fica muito ressecada, repuxando, ardendo ou coçando. Esses sintomas não podem ser considerados uma consequência normal da higiene.
Também é importante observar o aparecimento de descamação, vermelhidão, irritação recorrente ou piora de uma dermatose que a pessoa já apresentava. Nesses casos, vale avaliar não apenas o sabonete, mas toda a rotina de banho.
Quais opções para casos mais sensíveis?
Atualmente, existem diversas opções desenvolvidas especificamente para peles secas, sensíveis, atópicas ou com a barreira cutânea comprometida. Existem syndets (com componentes sintéticos suaves), líquidos e em barra, óleos de limpeza e outros produtos com agentes de limpeza menos agressivos.
“É necessário observar a própria rotina de banho. Pessoas com pele muito seca ou sensível podem não precisar ensaboar todo o corpo várias vezes ao dia. Dependendo do caso, o sabonete pode ser concentrado nas regiões que realmente necessitam de maior higienização, como axilas, região genital externa e pés, evitando a limpeza excessiva de áreas já ressecadas”, alerta o médico.
O especialista alerta que, quando a pessoa já apresenta uma doença dermatológica, o ideal é que a escolha faça parte do tratamento e seja orientada por um profissional de acordo com o diagnóstico. Coceira intensa ou persistente, lesões recorrentes, descamação importante, feridas ou piora frequente de doenças como dermatite atópica e psoríase merecem avaliação médica.
“Portanto, não existe um único sabonete que seja o melhor para todas as pessoas. A escolha depende do tipo de pele, da presença ou não de alguma doença dermatológica e da própria rotina de higiene. E, quando existem sintomas persistentes, mais importante do que simplesmente trocar de produto é identificar a causa do problema”, finaliza Cláudio.


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