O produto interno bruto (PIB) do Maranhão cresceu 3,1% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado superou as taxas registradas no Nordeste, de 2,6%, e no Brasil, de 2%, segundo dados da publicação PIB Trimestral do Maranhão, elaborada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc).
O levantamento acompanha a evolução da economia maranhense e o comportamento dos principais setores produtivos. Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre de 2026, o crescimento do estado foi de 0,2%, abaixo dos resultados do Nordeste, que ficou em 0,7%, e do Brasil, que alcançou 0,5%. No acumulado dos trimestres de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, o Maranhão apresentou expansão de 4,2%.
Entre os setores analisados, a agropecuária registrou o maior crescimento no estado, com alta de 9,1% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho ficou acima das taxas observadas no Nordeste, de 6,7%, e no Brasil, de 6,8%. O resultado foi favorecido pela colheita de grãos, com destaque para os cultivos de sorgo, algodão, feijão e milho, além de tomate e amendoim.
A indústria maranhense alcançou o segundo maior crescimento setorial, com expansão de 6,8% na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025. O resultado superou em 5,3 pontos percentuais o desempenho nacional e o do Nordeste, que registraram crescimento de 1,5%. Todas as atividades industriais apresentaram crescimento no acumulado do ano. As indústrias extrativas avançaram 10,6%, as indústrias de transformação cresceram 15,2%, o segmento de água, esgoto e energia registrou alta de 15,1% e a construção civil teve expansão de 5,6%.
O setor de serviços registrou crescimento de 1,3% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo das taxas do Nordeste, de 2,4%, e do Brasil, de 1,5%. Entre as atividades com melhores resultados estão finanças e outras atividades de serviços, ambas com crescimento de 3,8%, seguidas pelas atividades imobiliárias, com 2,7%, e pelo comércio, com 2,4%. Por outro lado, houve retração nos segmentos de informação e comunicação, com queda de 4,9%, transportes, com recuo de 2,4%, e administração pública, com variação negativa de 0,3%. Apesar dos resultados negativos em algumas atividades, o setor de serviços manteve variação positiva no período.
Para o presidente do Imesc, Dionatan Silva Carvalho, o resultado evidencia a capacidade produtiva do estado e a contribuição de setores estratégicos para a economia maranhense. Ele destacou que o crescimento de 3,1% do PIB maranhense no segundo trimestre de 2026, acima das médias do Nordeste e do Brasil, demonstra a capacidade produtiva do estado. Segundo ele, os resultados da agropecuária e da indústria foram fundamentais para esse desempenho e reforçam a importância de acompanhar a dinâmica dos setores econômicos. O presidente do Imesc afirmou ainda que o instituto segue contribuindo para esse processo por meio da produção de dados e estudos que subsidiam o planejamento e a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do Maranhão.
O desempenho do PIB no segundo trimestre de 2026 evidencia a contribuição da agropecuária e da indústria para o crescimento da economia estadual, enquanto o setor de serviços apresentou expansão mais moderada. Os resultados positivos no acumulado do ano reforçam a importância dos investimentos públicos e privados e da dinâmica das diferentes atividades produtivas para a economia do Maranhão. A continuidade desse desempenho dependerá da evolução dos setores econômicos ao longo dos próximos trimestres.
O material com os dados detalhados do desempenho econômico estadual pode ser consultado no site do Imesc, no endereço https://www.imesc.ma.gov.br.
PIB do Maranhão avança 3,1% no segundo trimestre e supera desempenho do Nordeste e do Brasil
Agropecuária e indústria puxam crescimento do estado, enquanto serviços registram expansão mais moderada

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