O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino informou nesta sexta-feira, 9 de outubro, que a Segurança da Corte identificou milhares de mensagens com ameaças contra ele. O ministro publicou trechos de algumas dessas mensagens.
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Em uma das publicações feitas na rede social X, um perfil afirmou que Flávio Dino seria o primeiro a ser fuzilado por ter proibido o acesso às armas. Outra mensagem dizia que seria necessário invadir o STF e fazer com os ministros Moraes, Dino e Zanin o mesmo que foi feito com Tiradentes, com a cabeça exposta em praça pública.
Segundo o ministro, o ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras com o objetivo de causar violência. Dino afirmou que, em 37 anos como servidor público, nunca respondeu a um único processo criminal. Ele declarou que, se as pessoas não concordam com decisões judiciais, podem recorrer aos colegiados competentes, e que não é necessário matar o juiz que tomou a decisão nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões.
O ministro também disse que não irá alterar sua atuação profissional e afirmou que nunca sua perna ou sua mão tremeram, nem sua voz se alterou. Dino completou com uma reflexão: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo diante do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário nem Constituição.


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