O encontro entre artistas e público marcou a noite de estreia do 2º Festival Palco Giratório no Maranhão. Nesta quarta-feira (16), o Teatro Sesc Napoleão Ewerton recebeu grande público para o início da programação, que integra as comemorações pelos 80 anos do Sesc e segue até o dia 30 de setembro, passando por quatro cidades maranhenses.
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A cerimônia de abertura reuniu representantes institucionais do Sesc, artistas e público, que acompanharam o início da programação. A diretora regional do Sesc Maranhão, Rutineia Monteiro, fez as honras da casa durante a abertura e destacou a satisfação de receber mais uma edição do Festival Palco Giratório no estado, especialmente no ano em que o Sesc celebra 80 anos.
“É uma grande satisfação receber o Palco Giratório nesta edição comemorativa aos 80 anos do Sesc. Neste ano, estamos com 19 grupos artísticos e vamos levar a programação para quatro municípios, além de São Luís: Caxias, Itapecuru Mirim e Imperatriz, ampliando o alcance desse que é o maior projeto de circulação das artes cênicas do Brasil”, afirmou.
A diretora regional também enfatizou a contribuição do Palco Giratório para a circulação e o intercâmbio entre artistas maranhenses e de outras regiões do país. “O Sesc Maranhão já contribuiu para que grupos artísticos do nosso estado pudessem circular, se conectar com outras regiões do país e apresentar sua produção para novos públicos. É isso que também mostra como a cultura movimenta encontros, cria oportunidades e promove a economia da cultura no nosso estado”, concluiu.
O presidente da Fecomércio/MA, Maurício Aragão Feijó, reforçou o compromisso do Sesc com a democratização do acesso à cultura e a interiorização da programação. Segundo ele, o Festival amplia essa proposta ao levar espetáculos e atividades para diferentes municípios onde a instituição está presente.
“Esta plateia é formada, em grande parte, por artistas, pessoas que fazem com que o Sesc exista e realize a cultura, que é uma ponte e uma essência do povo do Maranhão. E é muito importante falar sobre acessibilidade à cultura. E o Sesc tem esse compromisso. Durante o mês de setembro, vamos levar essa programação para Caxias e outras regiões onde temos unidades, além de São Luís, mostrando tudo aquilo que os nossos artistas e grupos sabem fazer”, concluiu Feijó.
O diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo, destacou a importância do Festival Palco Giratório para a circulação da produção cultural brasileira e para a ampliação do acesso às artes em diferentes regiões do país.
“O Sesc tem um papel muito importante no acesso à cultura e no fomento às artes. Por meio da cultura, queremos contribuir para a formação de trabalhadores do comércio mais plenos, capazes e completos. Somente no último ano, realizamos mais de 54 mil eventos e atividades culturais em todo o Brasil, alcançando mais de 32 milhões de pessoas. O Festival Palco Giratório é mais um grande projeto nesse campo das artes e, neste ano, chega à sua 28ª edição”, afirmou.
Segundo Cirilo, o festival também representa uma oportunidade para artistas e grupos ampliarem o alcance de seus trabalhos. “O Palco Giratório é uma grande oportunidade para esses artistas. Eles passam por uma curadoria local e, posteriormente, por uma curadoria nacional, para que possamos levar essa produção para diferentes lugares do Brasil. É uma forma de fazer a arte circular, aproximando artistas e públicos e permitindo que diferentes manifestações culturais estejam presentes em várias regiões do país”, destacou.
Abertura com espetáculo maranhense
A programação de abertura também apresentou ao público o espetáculo “Memórias em Maranhês: A Casa”, do grupo Cena Aberta. A montagem dialoga com referências da cultura e da memória maranhense e trouxe para a noite de estreia uma produção construída a partir de elementos do próprio território onde o festival acontece.
A dramaturgista Necylia, que também é atriz e diretora do espetáculo, destacou a trajetória de 25 anos do Grupo Cena Aberta.
“O grupo nasceu dentro da universidade, fundado pelo mestre Luiz Pazzini, e hoje atua em diferentes vertentes, entre elas as artes cênicas, a pesquisa e o Memorial Luiz Pazzini. Pazzini deixou um importante acervo e, falar de memória neste momento, tem um significado muito especial para nós, especialmente porque estamos circulando com o espetáculo ‘Memórias em Maranhês: A Casa’”, explicou.
A dramaturgista contou ainda que o espetáculo tem como ponto de partida as memórias e histórias vividas no bairro da Liberdade, em São Luís. “O espetáculo é ambientado no bairro da Liberdade e traz histórias da minha infância naquele lugar. A obra nasceu primeiro em formato de livro e, posteriormente, o grupo realizou a montagem para o teatro. Agora, temos a oportunidade de levar essa história para outros lugares e de sermos um dos 16 grupos selecionados para integrar o Palco Giratório em todo o Brasil”, destacou.
O Festival
O 2º Festival Palco Giratório conta com a participação de grupos dos estados do Maranhão, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Pará, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Além dos espetáculos, a programação inclui oficinas e intercâmbios entre grupos maranhenses e artistas do circuito nacional, criando espaços para troca de conhecimentos, experiências e técnicas e fortalecendo a circulação e o diálogo entre diferentes produções das artes cênicas.
A programação completa do 2º Festival Palco Giratório Sesc está disponível em palco.sescma.com.br.


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