A greve dos bancários segue em vigor no Maranhão. Nesta quinta-feira (10), terceiro dia do movimento, a categoria realizou mobilizações em diferentes municípios do estado. Funcionários do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia participam da paralisação e reivindicam, entre outras pautas, reajuste salarial, fortalecimento dos auxílios, defesa dos planos de saúde e previdência, melhores condições de trabalho e fim do assédio moral e sexual.
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Em São Luís, os grevistas se reuniram na manhã desta quinta-feira na Praça João Lisboa, no Centro, para um ato em defesa do movimento. Paralelamente, foi realizado um ato na agência da Caixa da Praça Brasil, em Imperatriz. Também houve mobilizações em outros municípios, como Bacabal, Santa Inês e Caxias.
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), as propostas dos bancos não estão sendo aceitas por não corresponderem às reivindicações da categoria. A greve está em vigor desde a última terça-feira (8), mas não conta com a adesão de trabalhadores de bancos privados. A representação sindical informou que esses bancários não optaram pela greve ou aceitaram as propostas dos bancos.
Reivindicações
A principal reivindicação dos bancários maranhenses é o reajuste salarial de 53,58%. Segundo o SEEB-MA, a pedida se justifica sobretudo pelo aumento de produtividade da categoria, levando em conta o fechamento de agências, a redução do quadro de funcionários, a digitalização e metas cada vez mais elevadas.
Dados divulgados pelo sindicato também são apresentados como justificativa. Conforme a representação sindical, mais de 8.910 bancários foram demitidos nos últimos 12 meses. Além disso, mais de 80 mil postos de trabalho foram eliminados de 2014 a 2025, com o fechamento de cerca de 8 mil agências no Brasil no mesmo período. Outro argumento é de que os bancos têm condições de arcar com a pedida. Em 2025, apenas sete grandes bancos lucraram cerca de R$ 127,5 bilhões.
Outras pautas reivindicadas incluem a recuperação das perdas salariais, isonomia, combate às demissões e às reestruturações, defesa dos planos de saúde e de previdência, fim do assédio moral e sexual, garantia do emprego, 14º salário, valorização dos pisos, fortalecimento dos auxílios, ampliação das políticas de saúde e melhores condições de trabalho.


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