A corrida eleitoral para o governo do Maranhão pode ser resolvida já no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. É o que indicam os números mais recentes reunidos pelo jornal digital Poder360, que posicionam o pré-candidato Eduardo Braide com vantagem expressiva sobre os demais concorrentes no estado.
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De acordo com o levantamento, que compila pesquisas disponíveis nas 27 unidades da Federação, Braide aparece com 44% das intenções de voto, contra 25% de Orleans Brandão. A diferença de 19 pontos percentuais coloca o líder da disputa em uma posição confortável, embora ainda não garanta a definição do pleito na primeira volta.

Para vencer já em 4 de outubro, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos, nulos e indecisos. Com 44%, Braide não alcança esse patamar automaticamente, mas o cenário atual sugere que, se mantiver o ritmo de crescimento e absorver parte do eleitorado hoje disperso entre os demais postulantes, a vitória antecipada se torna uma possibilidade concreta.
O mesmo levantamento do Poder360 classifica o Maranhão como um dos estados sem palanque estadual competitivo para os grupos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou do ex-presidente Jair Bolsonaro, representado no estado pelo senador Flávio Bolsonaro. Isso indica que a disputa local não reflete, neste momento, a polarização nacional entre os dois líderes políticos.
Os demais candidatos aparecem distantes dos dois primeiros colocados, o que concentra a disputa entre Braide e Orleans Brandão. A pesquisa, no entanto, não detalha os percentuais dos outros concorrentes nem o índice de indecisos e abstenções.
Especialistas ouvidos pelo jornal digital ressaltam que o quadro ainda pode sofrer alterações significativas ao longo da campanha. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão, ainda em fase inicial, a definição formal de alianças e o aumento da exposição pública dos candidatos são fatores que podem mexer com as intenções de voto nas próximas semanas.
O principal ponto de atenção para os próximos levantamentos será a capacidade de Braide de converter sua liderança atual em maioria absoluta. Se avançar sobre o eleitorado que hoje opta por outros nomes ou está indeciso, a tendência é que a eleição se resolva no primeiro turno. Por outro lado, se Orleans Brandão ou algum adversário conseguir reduzir a diferença, o segundo turno passa a ser um cenário provável.
Com 44% contra 25%, Braide parte com vantagem, mas ainda precisa superar a barreira matemática dos votos válidos. A sequência das pesquisas nos próximos dias será decisiva para indicar se o Maranhão terá uma definição precoce ou se a disputa se estenderá até o fim de outubro.


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