Maranhão tem pior desempenho na geração de empregos no Nordeste em julho

Estado criou 654 vagas com carteira assinada, segundo o Caged; construção civil puxou o saldo positivo, mas resultado foi o menor da região

O Maranhão registrou a abertura de 654 empregos formais em julho de 2026, o menor saldo entre os nove estados do Nordeste no período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram organizados pelo Data Nordeste, plataforma da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O número considera a diferença entre admissões e desligamentos ocorridos no mês.

O setor que mais contribuiu para o resultado positivo no estado foi a Construção Civil, com a criação de 379 postos de trabalho. A Indústria também teve desempenho relevante, encerrando julho com saldo de 153 vagas adicionais. Os demais setores da economia maranhense não foram detalhados no levantamento.

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Em toda a Região Nordeste, foram contabilizadas 327.186 admissões e 308.213 desligamentos em julho, resultando em um saldo de 18.973 empregos com carteira assinada. No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, a região soma 152.127 novas vagas, o que representa cerca de 15% do total registrado no país.

A Bahia liderou a geração de emprego no Nordeste em julho, com saldo de 4.664 vagas. Em seguida aparecem Ceará (4.181) e Paraíba (2.307). O Maranhão ficou na última posição, com 654 postos, atrás também de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Piauí, cujos números não foram especificados no relatório.

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Por setor, os Serviços foram os que mais geraram vagas na região, com saldo de 8.747 empregos, seguidos pela Indústria (5.220). Juntos, os dois segmentos responderam por 73,6% de todo o saldo positivo do Nordeste em julho. A Construção Civil, que teve destaque no Maranhão, criou 3.508 vagas em toda a região.

O levantamento do Data Nordeste também mostra disparidades por gênero e escolaridade. Os homens tiveram saldo de 12.036 vagas, enquanto as mulheres somaram 6.937 postos no período. Trabalhadores com ensino médio completo foram os mais contratados, com 15.116 novas vagas. Por faixa etária, o maior saldo ficou concentrado entre jovens de 18 a 24 anos, com 16.830 empregos gerados no Nordeste em julho.

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