As hepatites virais seguem como um dos grandes desafios da saúde pública no Brasil. Silenciosas na maioria dos casos, as infecções pelo fígado podem evoluir por anos sem apresentar sintomas, o que atrasa o diagnóstico e aumenta o risco de complicações graves, como cirrose, insuficiência hepática e câncer. Embora existam vacinas para os tipos A e B e tratamentos eficazes, a principal arma contra a doença continua sendo a detecção precoce, viabilizada por exames laboratoriais específicos.
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De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites virais são causadas pelos vírus dos tipos A, B, C, D e E. A transmissão varia conforme o agente: pode ocorrer por contato com sangue contaminado, relações sexuais sem proteção, compartilhamento de seringas e agulhas, ou ainda pelo consumo de água e alimentos contaminados, no caso dos tipos de transmissão fecal-oral.
A identificação ainda na fase inicial da infecção é determinante para evitar a progressão da doença. Para isso, a medicina dispõe de diferentes ferramentas laboratoriais, entre elas os testes sorológicos, que detectam anticorpos e antígenos específicos de cada vírus. Esses exames são capazes de identificar a infecção mesmo na ausência de manifestações clínicas, o que os torna essenciais na rotina de investigação.
Os testes sorológicos podem ser realizados por diferentes metodologias. Em laboratórios de referência, como o Lacmar, o processamento é feito de forma automatizada, utilizando a técnica de eletroquimioluminescência (ECLIA). Há também os testes rápidos, baseados no método imunocromatográfico, que ampliam o acesso ao diagnóstico em diferentes níveis de atenção à saúde.
Além da confirmação diagnóstica, os exames laboratoriais acompanham o paciente ao longo de todo o tratamento. A dosagem periódica de enzimas hepáticas, como as transaminases TGO e TGP, a medição da carga viral e a contagem de plaquetas fornecem ao médico informações precisas sobre o funcionamento do fígado e a resposta à terapia adotada. Esses dados permitem ajustes na conduta clínica e auxiliam na distinção entre infecção recente, aguda ou crônica.
Especialistas reforçam que, por se tratar de uma doença que muitas vezes não dá sinais, a realização de consultas regulares e exames preventivos é fundamental, especialmente para pessoas com fatores de risco ou que nunca foram testadas. A ampliação do acesso a testes laboratoriais seguros e precisos, aliada à orientação médica, é considerada uma medida estratégica para reduzir o número de casos não diagnosticados e evitar que a infecção comprometa de forma irreversível a saúde do fígado.


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