O Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), no Centro Histórico de São Luís, dá início nesta quinta-feira (25) à décima edição da Quelly, Mostra Nacional de Cinema de Gênero e Sexualidade. Até sábado (27), o público poderá conferir uma programação que inclui curtas-metragens, longas-metragens, performances e uma oficina, todas com entrada gratuita.
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A mostra, que acontece anualmente no mês do orgulho LGBTQIA+, mantém desde 2016 uma parceria com o CCVM. A primeira edição foi realizada por meio do edital Pátio Aberto. A idealização é do cineasta George Pedrosa, que também assina a curadoria, ao lado dos produtores Josh Baconi e Gabriel Marques, da Kasarão Filmes.
Ao longo de uma década, a Quelly se consolidou como um dos principais espaços de exibição do cinema queer no Maranhão. Em nota, Pedrosa afirmou que o evento nasceu como uma tela necessária para produções que dificilmente chegavam ao estado e que, hoje, se tornou um manifesto vivo. Segundo ele, a mostra valoriza um cinema subversivo, político e de vivência queer, que vai além do discurso direto para focar na representação de corpos dissidentes e suas formas de existir.
A programação de abertura, na quinta-feira, inclui uma performance do mestre de cerimônia Nebraska Diamond, seguida da exibição do longa Ato Noturno, dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Após o filme, haverá roda de conversa com o ator Gabriel Faryas, protagonista da obra, e com o curador George Pedrosa. A classificação indicativa é de 18 anos.
Na sexta-feira (26), a sessão das 19h reúne cinco curtas-metragens: Boi de Salto, de Tássia Araujo; Tião Personal Dancer, de Aristótelis tothi; Ainda Te Amo, de Hsu Chien; Sandra, de Camila Márdila; e Picumã, de Sladká Meduza. Ao final, os representantes das obras participam de roda de conversa mediada por George Pedrosa. Classificação: 16 anos.
No sábado (27), também às 19h, será exibida uma seleção com Cerimonia, de Fábio Ramalho, André Antônio e Chico Lacerda; Resurrect me as a parasite, de gabi dao e Lou Lou Sainsbury; Marjory, de Fernando Müller; Elevação, de Heide Cabral; e Uma Casinha no Trilho, de Acaíque. A sessão também terá roda de conversa com mediação do curador. Classificação: 16 anos.
Paralelamente às exibições, a mostra oferece a oficina Expertises Queer para Encontrar o Desejo: Atuação e Criação de Presença, ministrada por Gabriel Faryas, ator, diretor e produtor cultural. A atividade é voltada para atores, diretores, roteiristas, estudantes e interessados em teatro e cinema. Serão 20 vagas, com inscrições feitas na recepção do CCVM meia hora antes do início, na sexta-feira (26). As aulas acontecem nos dias 26 e 27 de junho, das 14h às 17h, com classificação livre.
O Centro Cultural Vale Maranhão está localizado em um casarão no centro histórico da capital e tem como prioridade a produção cultural maranhense, sem deixar de abrir espaço para conteúdos de outras regiões. A instituição busca interagir com o entorno e fortalecer o centro histórico de São Luís como polo cultural de reconhecimento nacional.


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