Riqueza simbólica do Maranhão ocupa fachadas do Centro Histórico de São Luís com videomapping e memórias ferroviárias

O MAPA ainda reúne artistas do eixo Pará, com videoartes de Bárbara Savannah, Ícaro Matos, Juruna, Leonardo Venturieri e Rafa Cardozo.

As fachadas do Centro Histórico de São Luís serão transformadas em telas a céu aberto nos dias 22 e 23 de maio, a partir das 19h, com a primeira edição da Mostra de Imagem em Movimento – MAPA. O evento gratuito promete conduzir o público pelas praças Nauro Machado e Valdelino Cécio em um mergulho pelas narrativas regionais, utilizando a tecnologia de videomapping para projetar imagens, animações e vídeos sobre edifícios históricos.

O projeto nasce de uma imersão nas comunidades que vivem ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no noroeste maranhense. A curadoria reúne tradições populares, retratos regionais e a relação entre memória e território, colocando em diálogo cinco artistas do próprio estado. São eles Acaique, Dinho Araújo, Inke, Ramusyo Brasil e Silvana Mendes, responsáveis pelo eixo ‘Maranhão’ da mostra.

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O coordenador-geral e curador do MAPA, João Pacca, destaca que a proposta mistura contemporaneidade e ancestralidade, enraizada nas memórias individuais e coletivas das comunidades ferroviárias. As obras exibidas incluem fotografias, pinturas digitais, colagens e videoartes, oferecendo uma perspectiva inédita sobre a vida nos trilhos.

Entre os trabalhos que terão estreia nas praças estão ‘Uma Casinha no Trilho’ (2025), de Acaique, que resgata lembranças de infância em Coroatá, cidade dividida pela linha do trem. Também serão projetadas ‘História da Terra’, de Dinho Araújo; ‘Frágil Dureza’, de Inke; ‘Temp(l)o do Rosa Fixado’, de Ramusyo Brasil; e ‘Sol de Meio Dia’, de Silvana Mendes. Para Silvana Mendes, a arte que parte do território é essencial para a manutenção, o resgate e a construção coletiva da identidade de um povo.

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O MAPA ainda reúne artistas do eixo Pará, com videoartes de Bárbara Savannah, Ícaro Matos, Juruna, Leonardo Venturieri e Rafa Cardozo. A programação em São Luís é a materialização de um longo trabalho de pesquisas, mapeamentos, chamamento de artistas, oficinas de criação e acompanhamento técnico das obras ao longo de 892 quilômetros de memórias ferroviárias.

Após a passagem pela capital maranhense, a mostra segue para Belém, na Praça Frei Caetano Brandão (Cidade Velha), nos dias 29 e 30 de maio, também a partir das 19h. O circuito será encerrado em Brasília, na Casa da Cultura da América Latina (CAL), entre 9 e 31 de julho, onde o acervo será exibido em formato de galeria.

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O MAPA é uma realização da OPACCA Produção de Imagem, com apoio da Vale por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), sob regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A pesquisa curatorial é assinada por Déia Matos e Eduardo Berardinelli, com assistência de Koba e Sylvia Morgado. João Pacca assina a coordenação geral. A equipe conta ainda com Rapha Dutra (comunicação), Breno BL (produção técnica), Fernanda Junqueira, Laís Braga e Joelle Mesquita (produção executiva), Jasmine Giovannini (produção executiva local), Adriele Martins (redação), além de Rafael Casales e João Moura no design.

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