O Festival Eita Piquena Arteira (EPA) chega ao seu momento mais esperado no próximo dia 02 de maio, ocupando o Centro de Promoção Artesanal do Maranhão (Ceprama), em São Luís, com uma programação gratuita que reúne shows, audiovisual, performances, literatura, feira criativa e experiências interativas em um mesmo espaço.
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Mais do que um evento, o EPA se consolida como um movimento de articulação cultural, conectando artistas, produtoras, diretoras e o público em torno da criação, formação e fortalecimento da economia criativa local.
Organizado pela banda feminista Afrôs, por meio das produtoras Pretah e E.Motion, o festival reafirma seu compromisso com o protagonismo feminino e com a construção de redes que impulsionam a cultura maranhense.
EPA LAB: criação, formação e estreia de novos olhares
Um dos grandes destaques desta edição é o EPA LAB, eixo formativo e criativo que antecede o festival e amplia seu impacto para além do palco.
A iniciativa resultou na produção de quatro videoclipes inéditos, desenvolvidos a partir da conexão entre diretoras e artistas maranhenses, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento do audiovisual local. Participam do projeto as diretoras Claudia Marreiros, Isabela Leite, Tássia Dhur e Amanda Drumont, em colaboração com as artistas Célia Sampaio, Flávia Bittencourt, Emanuele Paz e a banda Afrôs.
Os videoclipes serão lançados oficialmente durante o festival, marcando o encontro entre processo e resultado, formação e circulação.
Além disso, o EPA LAB também promove, no dia 30 (quinta-feira), oficinas e rodas de conversa no espaço Marandu (Centro Histórico), ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando a entrada de novos corpos nos bastidores da cultura: especialmente nas áreas técnicas, onde a presença feminina ainda é minoria.
Um festival que integra linguagens e experiências
No dia 02 de maio, a partir das 17h, o Ceprama se transforma em um circuito vivo de cultura, reunindo:
- Shows com Célia Sampaio, Afrôs, Mestra Roxa, Emanuele Paz e Flávia Bittencourt
- DJs como DJ Angel, Gabriela Leão, Lara na Lua e Fê Marques
- Performances com Pietra de Ofá e Xama Teatro
- Mostra visual com direção de Claudia Marreiros, Isabela Leite, Tássia Dhur e Amanda Drumont
- Lançamentos literários com Rute Ferreira, Camila Cutrim e Jane Maciel
- Exposição fotográfica de Carol Libério
- Exibição de documentários
- Lançamento do game Yalode, com espaço interativo para testes
- Feira Criativa em parceria com a EDB (Encontro de Brechós de São Luís)
- Espaço Fridinhas, voltado ao público infantil
A proposta é criar uma experiência que ultrapassa o formato tradicional de festival, integrando arte, formação, convivência e circulação econômica em um mesmo ambiente.
Protagonismo feminino e construção coletiva
Com cerca de 80% das pessoas envolvidas sendo mulheres, o EPA reforça seu compromisso com o protagonismo feminino não apenas no palco, mas também nos bastidores, na técnica, na direção e na produção cultural.
O festival se posiciona como um espaço de construção coletiva, onde diferentes trajetórias se encontram para fortalecer a cultura local e criar novas possibilidades de atuação para mulheres e pessoas dissidentes.


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