Há ruas que não se calam. Transformam o asfalto em tambor, a madrugada em oração e o encontro de músicos em manifesto. É desse chão que nasce “Toca Ijexá”, single de estreia da banda Carimbó dos Macacos, disponível em todas as plataformas digitais.
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A faixa abre o EP “Swing Louco – Vol. 1”, lançado pelo selo Upaon Mundo com direção musical de Adnon Soares. Mais do que uma apresentação fonográfica, a canção funde o toque de matriz iorubá à malemolência das guitarras caribenhas, num pop tropical que transita entre a força da Amazônia e a energia solar do Caribe.
A composição surgiu de forma espontânea durante uma madrugada, no caminho entre a casa do baterista Zé do Brownie e do vocalista Pedro Ferrer. As palavras fluíram sem retoques, registrando uma mensagem que conecta a pulsação das ruas de São Luís à efervescência tropical.
Ao trazer o ijexá, ritmo imortalizado na MPB e presente em blocos de afoxé locais como Akomabu e Netos de Nanã, a banda estabelece um diálogo direto com a rumba e o reggaeton. A percussão diaspórica dita o ritmo tanto no ancestral quanto no moderno.
A história do Carimbó dos Macacos remonta a 2017, no Centro Histórico de São Luís, dentro da Companhia Circense no Beco dos Catraeiros. Liderados pelo poeta e músico José Maria Medeiros, os artistas começaram a tocar um som diferenciado que ganhou corpo nas rodas de música do bairro do Cohatrac. O nome da banda homenageia o ícone paraense Mestre Pinduca e reflete a proposta do “Swing Louco”: uma síntese que funde merengue, carimbó, cumbia e salsa a ritmos regionais como tambor de crioula, coco e forró.
A formação atual reúne Pedro Ferrer (vocal), Eduardo Lima e Rômulo Ribeiro (percussão), Bruno Vilar (guitarra), Guz Mendez (baixo) e Hugo Henrique (bateria). A produção musical ficou a cargo de Rafael França e Adnon Soares, com participação de Gutemberg Souza no trompete e Emanuele Paz nos backing vocals.
Com seis anos de estrada, a Carimbó dos Macacos consolida agora sua identidade: guitarras quentes, solos viajantes e a certeza de que a herança afro-brasileira não é memória, é festa. “Toca Ijexá” está no Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube.


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