O Wall Street Journal divulgou nesta quarta-feira (data) que, em maio, o Departamento de Justiça dos EUA alertou o ex-presidente Donald Trump sobre a aparição de seu nome em documentos relacionados a Jeffrey Epstein, o milionário acusado de abusar sexualmente de menores. Segundo a reportagem, autoridades teriam classificado as informações como “boatos não verificados”.
✅ Seja o primeiro a ter a notícia. Clique aqui para seguir o novo canal do Cubo no WhatsApp
De acordo com o jornal, a procuradora-geral Pam Bondi e seu vice comunicaram a Trump, em uma reunião na Casa Branca, que seu nome constava nos registros de Epstein, assim como “centenas de outros”. Eles enfatizaram, no entanto, que a menção não indicava irregularidades. A Casa Branca negou as informações, classificando-as como “fake news”.
O caso Epstein voltou a ganhar destaque após o Departamento de Justiça afirmar, no último dia 7, que não encontrou evidências da suposta “lista de clientes” que teria envolvido figuras poderosas em crimes sexuais. A declaração reacendeu teorias conspiratórias sobre a morte de Epstein, encontrado sem vida em sua cela em 2019, enquanto aguardava julgamento.
Epstein, que mantinha laços com elites políticas e financeiras, foi condenado por exploração sexual de menores antes de seu suposto suicídio. Sua ex-companheira, Ghislaine Maxwell, cumpre pena de 20 anos por tráfico sexual. Em fevereiro, a divulgação de documentos judiciais revelou nomes como os do ex-presidente Bill Clinton e do príncipe Andrew, mas sem provas de crimes.
Trump e Epstein foram associados nas décadas de 1990 e 2000, com registros de voos em comum. Nenhuma evidência, porém, liga o ex-presidente a ilícitos. O bilionário Elon Musk reacendeu a polêmica em junho, insinuando conexões de Trump com o caso.
O Departamento de Justiça reiterou que não há base para investigar terceiros não acusados. Enquanto isso, as vítimas de Epstein continuam buscando justiça nos tribunais.
Leia outras notícias em cubo.jor.br. Siga o Cubo no BlueSky, Instagram e Threads, também curta nossa página no Facebook e se inscreva em nossos canais, do Telegram e do Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso e-mail.


Deixe um comentário