Renda das famílias bate recorde em 2024, e desigualdade cai no Brasil, aponta IBGE

A queda foi impulsionada pelo crescimento mais acelerado da renda entre os mais pobres

O rendimento médio das famílias brasileiras alcançou o maior patamar da série histórica em 2024, com crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desta vez, porém, o aumento veio acompanhado de uma redução na desigualdade social, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE.

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O Índice de Gini, que mede a concentração de renda (quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade), recuou para 0,506 em 2024 – o menor nível desde o início da série, em 2012. A queda foi impulsionada pelo crescimento mais acelerado da renda entre os mais pobres: os 5% da população com menores rendimentos tiveram alta de 17,6% no rendimento domiciliar per capita, enquanto os 10% mais ricos registraram avanço de apenas 1,5%.

Ainda assim, a disparidade segue gritante. Enquanto os mais pobres vivem com R$ 154 mensais por pessoa, os mais ricos têm renda média de R$ 8.034 – mais de 50 vezes superior. Para uma família de quatro pessoas, isso significa R$ 616 contra R$ 32.136 por mês.

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Mercado de trabalho e políticas sociais

Segundo Gustavo Fontes, analista do IBGE, a melhora na distribuição de renda não se deve apenas aos programas sociais, como o Bolsa Família, mas também ao aquecimento do mercado de trabalho. “Nos últimos três anos, houve aumento do rendimento médio, beneficiando principalmente as classes de menor renda”, afirmou.

O salário mínimo, reajustado acima da inflação, e a geração de empregos formais ajudaram a impulsionar os ganhos dos trabalhadores. Além disso, benefícios como aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também foram impactados pela política de valorização do piso nacional.

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Apesar do avanço, especialistas alertam que o Brasil ainda está entre os países mais desiguais do mundo. O desafio, agora, é consolidar a trajetória de redução das disparidades em um cenário de desaceleração econômica e pressões fiscais.

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