Um soldado de 19 anos alega ter sofrido agressões físicas e psicológicas no Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri, e afirma estar com sequelas graves, incluindo a perda parcial dos movimentos das pernas. Valdir de Oliveira Franco Filho relatou ao Metrópoles que os supostos maus-tratos ocorreram após a perda de uma fivela do fardamento, em 10 de março.
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Segundo o boletim de ocorrência, Valdir foi levado a uma sala sem câmeras ou testemunhas, onde foi obrigado a fazer flexões enquanto levava chutes de coturno no peito. Horas depois, começou a vomitar sangue, mas foi mantido em atividades físicas intensas. Uma ressonância magnética realizada em abril detectou sacralização de L5 – uma fusão anormal entre vértebras que pode ser causada por trauma.
“Era meu sonho ser mecânico do Exército, e eles destruíram isso”, disse o jovem, que aguarda tratamento especializado prometido pela corporação. Seu advogado, Eduardo Barbosa, classificou o caso como “tortura” e afirmou que as sequelas podem ser permanentes.
O Exército, em nota, negou irregularidades e afirmou que Valdir recebeu atendimento médico adequado após apresentar mal-estar. Disse ainda que uma sindicância foi aberta para apurar os fatos, mas que “não há indícios de crime” no quartel. Enquanto isso, o soldado aguarda respostas – e a chance de voltar a andar.
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