A família de Kylian Patrick Nascimento Costa, 29 anos, contesta a versão apresentada pela Guarda Municipal e pela Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc) sobre a morte do paciente psiquiátrico, ocorrida na última segunda-feira (21). Segundo os familiares, a vítima estava segurando uma pequena tesoura de unha no momento em que foi baleada, e não uma faca, como alegam as autoridades.
O incidente aconteceu na casa onde Kylian morava com a mãe, na rua Alcides Pereira, no bairro do Caratatiua, região da Alemanha. A Guarda Municipal foi chamada para prestar apoio à equipe da clínica Estância Bela Vista, contratada pela família para realizar a internação do paciente, que estava em surto psicótico.
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Versão oficial versus relato da família
Em nota, a Semusc afirmou que os guardas municipais tentaram negociar com Kylian, mas ele teria investido contra a guarnição com uma faca, obrigando os agentes a utilizar munição de borracha. Diante da resistência do homem e da ameaça crescente, os guardas recorreram a disparos com arma de fogo para contê-lo.
No entanto, Adriana Milena Nascimento, tia da vítima, deu um relato diferente à TV Mirante:
“Ele estava com uma tesoura bem pequenininha, quase não dava pra ver na mão dele. Desde domingo, ele andava com essa tesoura. Eles chegaram jogando spray de pimenta e, no terceiro tiro, foi direto no peito dele. Quando vi, já tinha sangue.”
Família critica intervenção da Guarda
Adriana também criticou a forma como a operação foi conduzida, afirmando que a família não havia autorizado a intervenção da Guarda Municipal. “Eles chegaram com dois carros e invadiram a casa sem explicação, já jogando spray de pimenta. Eu nem sabia que eram da Guarda, porque alguns estavam sem farda”, declarou.
A clínica Estância Bela Vista informou, em nota, que acionou diversos órgãos de segurança — como SAMU, Polícia Militar e Guarda Municipal — para garantir a segurança de todos no local, devido ao comportamento agressivo do paciente. A Polícia Militar, no entanto, não atendeu ao chamado.
Investigação e apuração dos fatos
A morte de Kylian Patrick está sendo investigada pela Polícia Civil do Maranhão. A família espera que as circunstâncias sejam esclarecidas e que os responsáveis por eventuais excessos sejam responsabilizados.
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