Soluções simples e baratas para melhorar o conforto térmico em moradias populares

Para encontrar soluções simples e baratas para resolver esse problema, um estudo-piloto foi realizado no Residencial Baltimore, em Uberlândia, Minas Gerais.

Segundo o cômputo mais recente, o déficit habitacional no Brasil é de 5,876 milhões de domicílios: 5,044 milhões em área urbana e 832 mil em área rural. Para saldar essa enorme dívida social, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi lançado em 2009 para oferecer moradias acessíveis a famílias de baixa renda. No entanto, com recursos financeiros limitados para atender a uma demanda tão grande, o baixo investimento alocado na construção de cada unidade residencial resultou em problemas como a falta de conforto térmico.

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Para encontrar soluções simples e baratas para resolver esse problema, um estudo-piloto foi realizado no Residencial Baltimore, em Uberlândia, Minas Gerais. A iniciativa reuniu pesquisadores do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP) e do Instituto de Ciências Tecnológicas e Exatas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (ICTE-UFTM), sob a orientação da professora Dominique Mouette.

O melhor cenário em termos de conforto térmico foi obtido pela combinação de três soluções simples: substituir a janela convencional por uma janela basculante que permite até 100% de abertura; substituir a parede de tijolos por uma parede com painéis monolíticos de EPS; e substituir o vidro comum da janela por vidro temperado verde. Essas soluções foram apresentadas em um artigo publicado no periódico Sustainability.

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A professora Mouette enfatiza que o alcance do trabalho vai muito além do conforto dos usuários. Ele se insere em uma linha de pesquisa que busca formas alternativas que contribuam para a redução do consumo de energia e das emissões globais. A ideia foi obter um modo de refrigeração muito mais barato e menos impactante para o meio ambiente.

O pesquisador Cylon Liaw destaca ainda o aspecto social da questão. As construções do programa Minha Casa Minha Vida seguem um formato-padrão que não varia de acordo com as particularidades das zonas bioclimáticas. Nas soluções apresentadas para o Residencial Baltimore, os pesquisadores procuraram respeitar também a condição financeira das famílias.

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O estudo recebeu apoio da FAPESP por meio de dois projetos coordenados por Julio Romano Meneghini. O artigo Thermal Comfort Analysis Using System Dynamics Modeling—A Sustainable Scenario Proposition for Low-Income Housing in Brazil pode ser acessado em:

Segundo o cômputo mais recente, o déficit habitacional no Brasil é de 5,876 milhões de domicílios: 5,044 milhões em área urbana e 832 mil em área rural. Para saldar essa enorme dívida social, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi lançado em 2009 para oferecer moradias acessíveis a famílias de baixa renda. No entanto, com recursos financeiros limitados para atender a uma demanda tão grande, o baixo investimento alocado na construção de cada unidade residencial resultou em problemas como a falta de conforto térmico.

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Para encontrar soluções simples e baratas para resolver esse problema, um estudo-piloto foi realizado no Residencial Baltimore, em Uberlândia, Minas Gerais. A iniciativa reuniu pesquisadores do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP) e do Instituto de Ciências Tecnológicas e Exatas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (ICTE-UFTM), sob a orientação da professora Dominique Mouette.

O melhor cenário em termos de conforto térmico foi obtido pela combinação de três soluções simples: substituir a janela convencional por uma janela basculante que permite até 100% de abertura; substituir a parede de tijolos por uma parede com painéis monolíticos de EPS; e substituir o vidro comum da janela por vidro temperado verde. Essas soluções foram apresentadas em um artigo publicado no periódico Sustainability.

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A professora Mouette enfatiza que o alcance do trabalho vai muito além do conforto dos usuários. Ele se insere em uma linha de pesquisa que busca formas alternativas que contribuam para a redução do consumo de energia e das emissões globais. A ideia foi obter um modo de refrigeração muito mais barato e menos impactante para o meio ambiente.

O pesquisador Cylon Liaw destaca ainda o aspecto social da questão. As construções do programa Minha Casa Minha Vida seguem um formato-padrão que não varia de acordo com as particularidades das zonas bioclimáticas. Nas soluções apresentadas para o Residencial Baltimore, os pesquisadores procuraram respeitar também a condição financeira das famílias.

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O estudo recebeu apoio da FAPESP por meio de dois projetos coordenados por Julio Romano Meneghini. O artigo Thermal Comfort Analysis Using System Dynamics Modeling—A Sustainable Scenario Proposition for Low-Income Housing in Brazil pode ser acessado em: www.mdpi.com/2071-1050/15/7/5831.

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