MAB fará ato em protesto ao um mês de rompimento da barragem de mineração da empresa Equinox Gold

O desastre é ainda maior em consideração a contaminação de minério deste tipo em corpos híbridos,

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) fará ato neste domingo (25) em protesto ao um mês do rompimento da barragem de responsabilidade da Empresa Equinox Gold, localizada no distrito de Aurizona, no município de Godofredo Viana.

No dia 25 de abril completa-se um mês do rompimento da barragem secundária da Equinox Gold, em Godofredo Viana, Maranhão, que resultou na contaminação do reservatório juiz de fora, principal reservatório de água potável, que abastecia uma população de 4 mil pessoas do distrito de Aurizona, além de graves impactos ao meio ambiente.

Este é mais um grave crime socioambiental cometido pelas mineradoras estrangeiras em nosso país que não pode seguir impune. Para que esse crime não seja esquecido, será realizado um ato simbólico em caráter de denúncia na capital São Luís-MA, neste domingo (25) na feira da COHAB, às 8 horas da manhã.

O desastre é ainda maior em consideração a contaminação de minério deste tipo em corpos híbridos, podendo acarretar em uma série de impactos sociais e ambientais na vida da população, aumentando ainda mais o número de atingidos indiretamente.

O Movimento dos Atingidos por Barragens tem uma longa história de resistência, lutas e conquistas. Nasceu na década de 1980, por meio de experiências de organização local e regional, enfrentando ameaças e agressões sofridas na implantação de projetos de hidrelétricas. Mais tarde, se transformou em organização nacional e, hoje, além de fazer a luta pelos direitos dos atingidos, reivindica um Projeto Energético Popular para mudar pela raiz todas as estruturas injustas desta sociedade.

“Para nós do MAB, o rompimento trata-se de mais um crime socioambiental praticado por grandes mineradoras que se instalam em nosso país para explorar nossas riquezas e ganhar muito dinheiro às custas da pobreza e da violência às populações atingidas. É um crime porque este rompimento poderia ter sido evitado, se a empresa se preocupasse com a vida e com a segurança, ao invés de priorizar o lucro acima de tudo e todos”, declara a coordenadora Dalila Castro.

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