Mesmo em uma situação caótica, o cidadão maranhense ignora completamente as mortes e os riscos. Desde o início, existe um isolamento falso dentro do estado.
(foto de capa ilustrativa)
No dia 05 de junho, foi inaugurado o novo Mix Mateus no Olho d’água, em São Luís, que gerou aglomeração o final de semana interior. Durante o final de semana, o estabelecimento foi alvo do PROCON-MA, que fez uma fiscalização em conjunto com a Vigilância Sanitária. No Maranhão, o Decreto Estadual nº 35.736/2020 proíbe aglomerações.
Para o funcionamento de supermercado, existe certas regras que devem ser cumpridas, como: limitar o ingresso de pessoas de evitar lotação e que não ultrapasse a metade de sua habitual capacidade física; um cuidado em permitir a entrada de apenas uma pessoas por família; e a obrigação do uso de máscaras e se higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Porém a situação foi completamente diferente, conforme vídeos disponíveis nas redes sociais, os três dias foram marcados por lotação, não somente dentro dos estabelecimentos, mas também na área externa do estacionamento.
Essa não é primeira vez que acontece em São Luís. Em maio, foi inaugurado o Assaí Atacadista na Avenida Guajajara. Provocando a mesma situação encontrada no Mix Mateus. Porém, poucos canais de comunicação noticiaram sobre esse grande evento.
Diante de uma pandemia, na qual o Maranhão se encontra em uma situação de desvantagem. Só em São Luís, existe 10.613 casos confirmados de coronavírus, com 568 óbitos. Provavelmente esse número irá aumentar por questão de tanta aglomeração e desrespeito ao isolamento social. Conforme o In Loco, empresa de tecnologia que usa dados de aplicativos parceiros para aferir deslocamento dos usuários, o Maranhão tem o menor índice de isolamento social no Brasil, cerca de 39% dos cidadãos maranhense respeitam o isolamento, quando o ideal seria de 70% em tempos de pandemia da Covid-19.
Mesmo em uma situação caótica, o cidadão maranhense ignora completamente as mortes e os riscos. Desde o início, existe um isolamento falso dentro do estado. Por exemplo, foi registrado um grande volume de pessoas na Praia do Meio (Araçagy). No centro, a Rua Grande teve muitas vezes ser fechada pela polícia militar para conter qualquer tipo de aglomeração, mesmo com as lojas fechadas.
O Maranhense está ignorando a existência da pandemia do coronavírus e brinca com a sorte. Provocando assim mais morte e superlotação nos hospitais, prejudicando mais as pessoas que realmente precisariam dos leitos, como idosos e pessoas do grupo de risco.


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