Na descrição do perfil da página incentiva a denúncia por meio de mensagens que podem ser enviadas de maneira privada.
Em um perfil de Twitter chamado “Fraudadores de Cotas – Maranhão” (@fraudadoresma) há a exposição de pessoas brancas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) que fraudaram o sistema de cota. Até o fim dessa matéria, foram denunciadas 20 pessoas que claramente não fazem parte da cota escolhida por não serem pessoas negras.
As denuncias são feitas pelos próprios seguidores que se mobilizaram na rede social para identificar e combater fraudes de cotas. “Perfil criado para expor fraudadores de cotas das universidades do Maranhão. Quer expor um fraudador? Envia na nossa DM”, informa a descrição do perfil @fraudadoresma.
Esse tipo de perfil faz parte de um movimento do Twitter que expõe no Brasil todo, pessoas que usam do sistema de cota para se beneficiar sem precisar do direito. São pessoas brancas que e que financeiramente podem arcar com os custos em uma universidade particular.
O sistema de cota foi criado graças a lei 12.711 de 2012, na qual define que as instituições de ensino superior que estão vinculadas ao Ministério da Educação e as instituições federais de ensino técnico de nível médio, devem reservar metade das vagas para as cotas. Esse direito foi conquistado através do movimento negro, com a intenção de fortalecer a participação e integrar a sociedade também composta por negros dentro da universidade.
Até o fim dessa matéria, a UFMA e a UEMA não emitiram nenhuma nota sobre o assunto.


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