O Instituto de Arte Contemporânea do Maranhão (IACMA) dá um de seus primeiros passos no circuito cultural do estado com a exposição “Estrondo: vibrações da memória”, que será aberta no dia 24 de abril, às 19h, na Lima Galeria / Espaço Fátima Lima, na capital maranhense. A mostra fica em cartaz até 6 de julho e reúne cerca de 70 artistas de diferentes municípios do estado.
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A proposta da curadoria, assinada por Yuri Logrado e João Carlos Pimentel Cantanhede, é apresentar um recorte do acervo do instituto em diálogo com produções contemporâneas. O resultado é um panorama da arte maranhense ao longo do tempo, organizado não por ordem cronológica, mas por eixos como identidade, território e pertencimento.
A exposição se ancora em duas referências fundamentais: o livro “Arte do Maranhão: 1940-1990”, publicado pelo Banco do Estado do Maranhão, e “Veredas Estéticas”, de autoria do próprio curador João Carlos Pimentel Cantanhede. Ao colocar em diálogo artistas de distintas gerações, a mostra busca contribuir para a construção de um repertório mais robusto sobre a produção artística no estado.
O IACMA é uma instituição civil sem fins lucrativos, com sede em São Luís, voltada para a preservação, conservação e difusão da arte e da arquitetura maranhenses. Seu acervo tem como núcleo original a coleção de Fátima e Marco Antônio Lima, formada desde os anos 1980 e atualmente composta por mais de 300 itens representativos da arte local e nacional.
A realização de “Estrondo” antecipa o papel que o instituto pretende ocupar como espaço de articulação, pesquisa e circulação da arte no Maranhão. A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo que inclui exposições, cursos e atividades formativas, com o objetivo de ampliar o debate cultural e fortalecer o campo das artes visuais no estado, além de garantir acesso público a um acervo até então pouco difundido.


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