O que começou há dez anos como uma aposta de artistas e gestores culturais no Centro Histórico de São Luís se consolidou como um dos principais elos entre a produção maranhense e o circuito nacional e internacional. Em 2026, o Chão SLZ comemora uma década com duas conquistas significativas: a aprovação no Programa de Ações Continuadas/Artes Visuais da Funarte e a abertura de uma residência artística com bolsa de R$ 5 mil para cinco propostas de todo o Brasil.
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Batizada de “Poéticas do Território: Corpo, Memória e Futuro”, a residência entende território não apenas como espaço geográfico, mas como campo simbólico, político, afetivo e histórico. As inscrições começam nesta segunda-feira, 6 de abril, e vão até 6 de maio, pelo formulário disponível no linktree do projeto.
Cada um dos cinco selecionados receberá R$ 5 mil, além de passagem (aérea ou terrestre, ida e volta) e acompanhamento de pesquisa com articuladores locais. A imersão terá duração de 15 dias ininterruptos, período em que os participantes desenvolverão suas pesquisas e ministrarão uma oficina. Podem se inscrever artistas, curadores, pesquisadores e profissionais da cultura brasileiros ou residentes no país há mais de quatro anos, com mais de 18 anos e sem limite máximo de idade. Pessoas com deficiência estão incluídas no público-alvo. Não poderão participar quem já tenha feito residência anterior no Chão SLZ.
Reconhecido como Ponto de Cultura desde 2024, o espaço foi fundado em 2015 no Centro Histórico de São Luís – área tombada como Patrimônio Mundial pela Unesco – e hoje é coordenado por Dinho Araujo, Camila Grimaldi, Samantha Moreira e Thadeu Macedo. Sua programação contínua inclui debates, oficinas, exposições, residências, publicações e encontros comunitários, sempre estabelecendo pontes entre práticas contemporâneas e manifestações tradicionais.
Para o ano de celebração, o projeto prevê uma série de ações estruturantes. Entre elas, adaptações de acessibilidade no espaço físico (banheiro, rampa e sinalização), formação da equipe e atividades educativas voltadas à acessibilidade comunicacional e atitudinal. Também estão previstas medidas de sustentabilidade ambiental, um protocolo de prevenção e enfrentamento ao assédio moral, sexual e à violência de gênero, além de um Laboratório de Gestão para trocas com redes de artistas e instituições parceiras.
O Chão SLZ funcionará diariamente ao longo dos dez meses de programação, garantindo acesso público contínuo e consolidando sua presença no Centro Histórico. Mais informações podem ser obtidas pelo perfil oficial do Instagram: @chaoslz.


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