A cantora e compositora maranhense Regiane Araújo dá início a um novo ciclo em sua trajetória artística com o lançamento do single “Núcleo Terrestre”, previsto para o dia 30 de março. A faixa, que estará disponível nas principais plataformas digitais, marca o primeiro capítulo do projeto autoral “Equatoriana” e será celebrada com um pocket show no Reocupa, espaço localizado na Rua da Estrela, no Centro Histórico da capital.
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A música nasce de uma interlocução criativa com a também artista maranhense Nicole Terrestre, conhecida no cenário musical por adotar o mesmo nome em seus projetos. Ao batizar a canção, Regiane inscreve sua obra em uma tradição do reggae maranhense, na qual composições de relevância costumam receber nomes de mulheres e personalidades de destaque. O gesto funciona, ao mesmo tempo, como homenagem e como reafirmação do papel feminino enquanto força criadora e referência na cena local.
Do ponto de vista sonoro, “Núcleo Terrestre” transita entre o reggae, o pop e o afrobeat, incorporando ainda elementos da música tradicional do Maranhão, com referências ao tambor de crioula. A textura clássica fica por conta do violino de Helton Borges, que também atua como rapper. “Trazer um violinista para reverberar a força emocional dessa música foi crucial; no Maranhão, apenas Helton conseguiria trazer a sonoridade que eu queria”, afirmou a cantora, em nota.
A produção musical da faixa foi conduzida por Regiane ao lado de Jaxx (Fufu Records), Renato Araújo, Migga Freitas e Jesiel Bivis, com mixagem e masterização assinadas por Victor Vaughan. O resultado, segundo a artista, é uma atmosfera híbrida e contemporânea que dialoga com referências internacionais como a jamaicana Sevana e o jamaicano Horace Andy, além do pop nigeriano moderno.
A composição aborda temas como abandono e ausência paterna, partindo da experiência pessoal de Regiane (que perdeu o pai na adolescência) para alcançar uma dimensão coletiva. “Essa música é sobre todas as pessoas órfãs de pais ainda vivos, especialmente meninas e mulheres que precisam encarar o mundo sem a força da paternidade”, compartilhou.
“Núcleo Terrestre” funciona ainda como porta de entrada para o álbum “Equatoriana”, projeto no qual a artista propõe uma reflexão sobre seu próprio território. “É um ponto de partida e também de retorno. Moramos perto da linha do Equador, e isso influencia nossas águas. É preciso entender as variações das marés para atravessar o mar, e é assim que lido com minha trajetória artística agora”, explicou.
Com o lançamento, Regiane dá início a um ano que descreve como sendo guiado por reconexão, identidade e amadurecimento artístico. “Quero que as pessoas encontrem nessa música possibilidades de cura para rejeições e abandonos. Que a gente consiga construir amor próprio de dentro pra fora”, finalizou.


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