Pessoas com deficiência podem praticar atividades físicas no dia a dia – e as possibilidades só aumentam

Especialista conta que acessibilidade tem ganhado cada vez mais espaço em academias e centros esportivos

O destaque crescente dos Jogos Paralímpicos ampliou o olhar da sociedade para o esporte adaptado e colocou em evidência atletas que transformaram rendimento, técnica e inclusão em pauta cotidiana. A visibilidade conquistada nas competições internacionais reforçou o potencial do esporte como ferramenta de autonomia e qualidade de vida. Fora das arenas, no entanto, surge uma questão igualmente relevante: como essa realidade se aplica à rotina de pessoas com deficiência que buscam movimento no dia a dia? Entre modalidades específicas e modificações em práticas já consolidadas, a atividade física adaptada avança e ganha espaço em academias, clubes e centros esportivos.

“Existe uma evolução clara quando falamos de acessibilidade e inclusão na prática esportiva, mas ainda há muito a ser estruturado”, afirma Jéssica Ramalho, fisioterapeuta e CEO da Acuidar, maior rede de cuidadores da América Latina. Segundo a especialista, cada pessoa apresenta necessidades específicas, o que torna indispensável a adaptação dos exercícios e o acompanhamento profissional. “O espaço para a prática adaptada é essencial, e os locais precisam oferecer formas reais de execução das atividades, com segurança e respeito às individualidades”, pontua.

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Dentro desse cenário, a autorização médica prévia ocupa papel central e varia de acordo com o tipo de deficiência, o histórico clínico e os objetivos individuais. Em determinadas situações, a presença de um cuidador contribui para a organização do treino, auxilia no preparo corporal e oferece suporte no período posterior à atividade. Esse acompanhamento favorece a recuperação, amplia a confiança e contribui para que a prática se mantenha de forma contínua na rotina.

Jéssica reforça que os benefícios da atividade física refletem diretamente na qualidade de vida, com impactos positivos na mobilidade, no fortalecimento muscular, no condicionamento cardiovascular e no equilíbrio emocional. “Com orientação adequada e ambientes acessíveis, diversas modalidades se adaptam a diferentes tipos de deficiência e garantem ganhos consistentes a longo prazo”, pontua.

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A seguir, confira algumas práticas que se destacam pela versatilidade e pelos resultados positivos.

Natação

Por ocorrer em um ambiente de menor impacto, a água favorece o movimento e facilita a execução de gestos amplos. Nesse contexto, a natação se adapta a deficiências físicas, sensoriais e intelectuais a partir de ajustes na intensidade, do uso de equipamentos de flutuação e do suporte profissional dentro ou fora da piscina. Com isso, o trabalho respiratório aliado ao fortalecimento global contribui de forma consistente para a saúde funcional.

Musculação adaptada

Dentro de uma proposta individualizada, a musculação permite ajustes nos aparelhos, variação consciente de cargas e atenção constante à postura. A partir dessa personalização, a prática se consolida como uma ferramenta eficaz para o ganho de força e estabilidade. “O treino resistido, quando bem orientado, fortalece não só a musculatura, mas também a autoconfiança de quem pratica”, destaca Jéssica.

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Dança

Por ser uma atividade baseada na expressão corporal, a dança combina ritmo, coordenação e movimento de forma inclusiva. Ao incorporar diferentes possibilidades de execução, a prática acolhe diversos corpos e estimula equilíbrio, memória e interação social. Assim, cadeiras de rodas, apoios e estímulos visuais podem a integrar coreografias que valorizam a individualidade e ampliam a consciência corporal.

Pilates

Com foco no controle e na consciência corporal, o pilates apresenta ampla capacidade de adaptação. A partir dessa abordagem, exercícios realizados no solo ou em aparelhos específicos fortalecem o core, melhoram a postura e contribuem para a prevenção de dores.

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“O pilates permite um olhar individualizado sobre cada movimento, respeitando limitações e estimulando ganhos graduais de força e consciência corporal”, afirma a fisioterapeuta. Por isso, a prática favorece equilíbrio físico e mental, com benefícios sustentáveis ao longo do tempo.

Sobre a Acuidar:

Fundada em 2016 pelo médico Vitor Hugo de Oliveira e pela fisioterapeuta Jéssica Soares Ramalho, a rede oferece serviços no domicílio do cliente ou durante acompanhamento hospitalar, com opções de diárias avulsas e planos mensais. A marca entrou para o mercado de franquias em 2020, contando hoje com mais de 300 unidades inauguradas. O investimento inicial total é a partir de R$ 32,5 mil (já com a taxa de franquia), o faturamento médio mensal é de R$ 60 mil e o prazo de retorno é de 6 a 15 meses. Saiba mais em: https://www.acuidarbr.com.br/

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