Um grupo de seis estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) iniciou, na última segunda-feira (13), um programa de mobilidade acadêmica internacional. Eles integram o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, iniciativa recriada pelo Ministério da Educação e pela Capes que beneficia 12 pós-graduandos de todo o país.
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Os bolsistas da UFMA foram selecionados no projeto interinstitucional “Juventudes na Amazônia Oriental: educação e diversidade étnico-racial em contextos afrodiaspóricos”, que reúne a UFMA, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com universidades do Reino Unido, Colômbia e Estados Unidos.
A iniciativa tem como foco compreender as múltiplas expressões das juventudes na Amazônia Oriental (região que compreende o Maranhão, Pará, Amapá, Tocantins e Mato Grosso) com especial atenção às populações negras, indígenas e quilombolas.
Os estudantes maranhenses embarcarão para instituições parceiras no exterior, onde desenvolverão pesquisas de mestrado e doutorado por períodos que variam entre quatro e dez meses. As investigações abordam temas como justiça social, educação antirracista, políticas públicas inclusivas e produção de saberes afrodiaspóricos.
Representam a UFMA nesta mobilidade internacional os estudantes Francivan Almeida Silva, Otavio Aryel Lima Araújo, Richelle Kauanny Carvalho de Araújo e Vitoria Sousa de Oliveira, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS); e Perla Maria Berwanger e Juliana dos Santos Nogueira, do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCult).
O programa Abdias Nascimento é destinado exclusivamente a estudantes autodeclarados negros (pretos e pardos) e busca promover a internacionalização de pesquisas que dialoguem com as realidades e especificidades das populações afrodiaspóricas da região amazônica.
A iniciativa representa uma oportunidade de formação acadêmica de excelência e fortalecimento de diálogos interculturais, além de contribuir para a construção de políticas educacionais e sociais mais justas para as juventudes da Amazônia Oriental.
A previsão é que o programa se estenda até 2027, abrindo novas oportunidades de mobilidade internacional para estudantes de pós-graduação da UFMA e de outras instituições parceiras.


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