Criador do “Pixuleco” é preso preventivamente por violência doméstica

Juíza citou descumprimento de medida protetiva e escalonamento da violência para decretar prisão; defesa alega reaproximação da vítima

Vinícius Aquino, conhecido nas redes sociais como o criador do perfil “Pixuleco”, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça do Distrito Federal. Ele foi detido pela Polícia Militar em um restaurante no último sábado (12) e conduzido à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

A decisão pela manutenção da prisão foi tomada pela juíza substituta Ana Paula da Cunha, do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Brasília. Em sua fundamentação, a magistrada destacou que o acusado já havia descumprido uma medida protetiva anteriormente. A magistrada avaliou que historicamente tem ocorrido um escalonamento da violência doméstica, o que sugere um crescente risco em prejuízo da vítima.

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A juíza considerou que soltar Vinícius Aquino representaria um evidente risco intolerável não apenas para a ofendida, mas também para a ordem pública. Diante do cenário de reiteração criminosa, a concessão de liberdade provisória ou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão foram consideradas inadequadas.

Em contraponto, a defesa do criador de conteúdo argumentou durante a audiência de custódia que a ex-namorada teria procurado o cliente após o término do relacionamento. O advogado Daniel Peres Rodrigues sustentou que, uma vez que a vítima o procurou enquanto ele estava usando tornozeleira eletrônica, ela não se sentiria ameaçada. O casal manteve um relacionamento entre abril e agosto deste ano, quando a mulher rompeu a relação e registrou a queixa. Eles decidiram reatar em outubro, antes dos novos eventos que levaram à prisão.

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Defesa emite nota

Por meio de nota, a defesa de Vinícius Aquino informou que acompanha o caso e está adotando as medidas cabíveis para assegurar o pleno exercício do direito de defesa. O texto ressalta que o processo está em fase inicial e que qualquer juízo de valor seria prematuro. A defesa afirmou ainda que o cliente confia na Justiça e terá a oportunidade de prestar todos os esclarecimentos necessários, encerrando a nota sem fornecer mais detalhes.

O caso segue em tramitação no Juizado de Violência Doméstica da capital federal.

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