Uma manobra articulada por deputados de direita do Maranhão sepultou na noite de quarta-feira (08) a proposta de taxar bancos e empresas de apostas eletrônicas. Os parlamentares, alinhados à bancada da oposição, usaram uma estratégia de adiamento que impediu a votação da medida provisória, salvando setores com lucros bilionários de uma tributação extra estimada em R$ 17 bilhões.
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Os seis deputados maranhenses que votaram pelo adiamento foram: Allan Garcês (PP-MA), Aluisio Mendes (Republicanos-MA), Amanda Gentil (PP-MA), Junior Lourenço (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Pedro Lucas Fernandes (União-MA). A decisão impede que conglomerados financeiros e cassinos online paguem valores adicionais aos cofres públicos.
O voto de Amanda Gentil evidencia contradições na base governista. A deputada, que formalmente integra a sustentação ao governo federal, posicionou-se ao lado de interesses contrários à taxação de grandes conglomerados. Sua articulação política ocorre em paralelo às atividades de seu pai, Fábio Gentil, secretário da Agricultura no governo estadual, identificado por aliados do Planalto como um dos articuladores da defesa dos setores beneficiados.
A derrota da medida consolida a influência do lobby financeiro e das casas de aposta no Congresso Nacional. A proposta, que havia sido aprovada por apenas um voto de diferença em comissão mista, foi barrada sem chegar ao plenário, evitando qualquer debate amplo sobre a distribuição de carga tributária no país.
Nenhum dos parlamentares maranhenses questionados respondeu sobre os motivos de defender a não taxação de setores altamente lucrativos. Com o arquivamento da MP, setores econômicos privilegiados mantêm seus benefícios fiscais, enquanto o governo registra uma frustração de R$ 17 bilhões em sua previsão de arrecadação.


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