O Museu Histórico de Alcântara (MHA) inaugura neste sábado, 27, a exposição “São Luís / Alcântara: Novos Olhares”, reunindo a produção recente do artista visual Claudiomir Viegas. A mostra, com curadoria de José Maria Eça de Queiroz, ocupa as Salas Diógenes Ribeiro e João do Farol, galeria reaberta pelo museu em 2021 e que tem se firmado como um espaço dedicado às artes visuais na cidade histórica.
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Claudiomir Viegas é um nome que chama a atenção pela trajetória. Nascido em 1982 no povoado de Oitiua, ele é lavrador, pescador e arrimo de família. Autodidata, seu interesse pela arte despertou ainda na escola, onde descobriu o dom para o desenho e a pintura. “Eu descobri que sabia desenhar e pintar, esse foi um dom que Deus me deu”, relatou o artista, que também chegou a fazer pequenas esculturas em barro antes de se dedicar integralmente ao desenho e à pintura.
Sua arte é classificada como naif, um estilo caracterizado pela simplicidade e ausência de padrões acadêmicos, onde o artista transmite sentimentos e uma percepção idealizada do mundo. De acordo com o curador José Maria Eça de Queiroz, as obras de Viegas se utilizam de angulações diferentes, com um primitivismo que em alguns momentos tende ao surrealismo.
A exposição marca a continuidade de um trabalho iniciado em janeiro de 2019, quando Claudiomir realizou sua primeira individual, “São Luís / Alcântara: Um Certo Olhar”, na Galeria Antônio Almeida, em São Luís. Na ocasião, expôs 31 desenhos coloridos no formato A3, com o apoio da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Foi nesse período que o artista, então recém-descoberto por Queiroz, recebeu do curador sua primeira doação de tintas e papéis para dar forma à sua produção.
A iniciativa integra a política do MHA de fomentar a cena cultural local. O museu disponibiliza um termo de uso para que artistas – sejam alcantarenses, maranhenses ou de outras localidades – possam expor seus trabalhos de forma gratuita. Para o diretor do MHA, Paulo Melo Sousa, a medida busca fortalecer o diálogo entre artistas locais e externos, aquecendo o cenário cultural de Alcântara.
A exposição fica em cartaz com entrada franca.


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