Senador Ciro Nogueira é acusado de receber propina de chefes do PCC, aponta jornal

O suposto pagamento teria sido enviado por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, apontados pela PF como líderes de um esquema bilionário do PCC

Uma fonte anônima divulgada pelo ICL Notícias, com acesso direto aos investigados, relatou à Polícia Federal (PF) que o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), recebeu uma sacola de papelão contendo dinheiro vivo. O suposto pagamento teria sido enviado por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, apontados pela PF como líderes de um esquema bilionário do PCC (Primeiro Comando da Capital) envolvendo fraudes fiscais no setor de combustíveis e gestão de fundos de investimento na Faria Lima, em São Paulo.

De acordo com o depoimento, o encontro ocorreu em agosto de 2024, no gabinete do senador no Congresso Nacional. A testemunha afirmou que a sacola, grampeada e de tamanho compatível com cédulas de dinheiro, foi entregue para favorecer interesses do grupo criminoso junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e em projetos de lei em tramitação no Senado.

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A propina estaria relacionada a tentativas de reverter a revogação de licenças da Copape e da Aster, empresas suspeitas de integrar o esquema de fraude. Investigações do Ministério Público de São Paulo e da PF indicam que o grupo utilizava empresas do setor de combustíveis para sonegar impostos e lavar dinheiro.

O senador Ciro Nogueira negou veementemente as acusações, classificou a publicação que divulgou a história como “site de pistoleiros” e afirmou que colocou todos os seus sigilos à disposição da Justiça. Ele destacou que os suspeitos jamais estiveram em seu gabinete e que não possui qualquer ligação com facções criminosas.

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Os acusados, Primo e Beto Louco, estão foragidos desde a deflagração da Operação Carbono Oculto, na última quinta-feira (28), que investiga fraudes fiscais e lavagem de dinheiro. A PF confirmou que abriu nova linha de investigação para apurar as denúncias de corrupção envolvendo o parlamentar.

O caso ocorre em meio a disputas políticas na ANP, onde Nogueira apoiou, sem sucesso, a indicação de Daniel Maia para a diretoria-geral da agência. O senador também foi criticado por setores do combustível por apresentar emendas a projetos de lei contra devedores contumazes – prática que beneficia empresas under investigation.

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A reportagem do ICL apurou que a Copape e a Aster tiveram licenças revogadas pela ANP em novembro de 2024 após suspeitas de sonegação fiscal que ultrapassam R$ 1,38 bilhão apenas em ICMS no estado de São Paulo.

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