Estudo da Fiocruz revela que jovens negros representam 73% das mortes por causas externas na juventude brasileira. O “1º Informe epidemiológico sobre a situação de saúde da juventude brasileira: violências e acidentes” mostra que a desigualdade racial é fator determinante na vulnerabilidade à violência.
✅ Seja o primeiro a ter a notícia. Clique aqui para seguir o novo canal do Cubo no WhatsApp
Os dados referentes a 2022 e 2023 mostram que o risco de morte por causas externas entre jovens homens negros chega a 227,5 para cada 100 mil habitantes. Este índice é 22% superior à média da população jovem geral e mais de 90% maior que a taxa de mortalidade de jovens brancos e amarelos.
A situação é particularmente grave na faixa etária de 15 a 19 anos. As taxas de mortalidade por causas externas para jovens negros (161,8 óbitos por 100 mil habitantes) e indígenas (160,7) são praticamente o dobro das registradas entre brancos (78,3) e amarelos (80,8).
André Sobrinho, coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, afirma que “o direito à vida tem sido uma bandeira dos movimentos juvenis contemporâneos, exatamente pelo fato de que a juventude tem sido o segmento bastante afetado pela violência letal”.
O estudo utilizou bases de dados do SUS e do IBGE, sendo o primeiro de uma série de informes epidemiológicos sobre a saúde das juventudes que a Fiocruz planeja lançar em 2025. A pesquisa reforça a urgência de políticas públicas específicas para enfrentar o racismo estrutural e proteger a vida da juventude negra no país.
Leia outras notícias em cubo.jor.br. Siga o Cubo no BlueSky, Instagram e Threads, também curta nossa página no Facebook e se inscreva em nossos canais, do Telegram e do Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso e-mail.


Deixe um comentário