Veleiro com ajuda humanitária para Gaza é interceptado por Israel; ativistas estão desaparecidos

Entre os 12 tripulantes estão o brasileiro Tiago Ávila e a sueca Greta Thunberg, cujos paradeiros são desconhecidos.

O veleiro Madleen, que transportava ajuda humanitária para Gaza como parte da Coalizão Flotilha da Liberdade, foi interceptado por forças israelenses no início da madrugada desta segunda-feira (9). Quatro embarcações não identificadas e drones cercaram o barco, lançando uma substância química branca e cortando as comunicações, segundo relatos de ativistas a bordo.

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Entre os 12 tripulantes estão o brasileiro Tiago Ávila e a sueca Greta Thunberg, cujos paradeiros são desconhecidos. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, exigiu a libertação imediata dos detidos e reforçou a necessidade de garantias consulares.

Ataque com drones e interferência nas comunicações

Testemunhas relataram que drones equipados com sistemas automáticos borrifaram uma substância semelhante a tinta sobre o veleiro, enquanto sons perturbadores eram transmitidos por rádio para desorientar a tripulação. “Eles estão interferindo no rádio, não podemos pedir ajuda!”, disse Tiago Ávila em mensagem antes do silêncio das comunicações.

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A Agência de Radiodifusão de Israel (RAA) já havia anunciado no domingo (8) a intenção de capturar o Madleen e levar os ativistas ao porto de Ashdod. O Ministério das Relações Exteriores de Israel ironizou a missão, chamando-a de “iate de celebridades” e afirmando que os tripulantes seriam repatriados.

Ativistas gravam mensagens de emergência

A alemã Yasemin Acar, uma das detidas, havia gravado um vídeo prévio, divulgado pela Flotilha da Liberdade: “Se vocês estão vendo isso, fomos interceptados e sequestrados pelas forças de ocupação de Israel”. Já Tiago Ávila, em registro publicado pelo Instituto Brasil-Palestina, pediu pressão internacional: “Se este vídeo foi divulgado, fui detido ou sequestrado. Exigimos que o Brasil e outros países rompam relações com Israel”.

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O Itamaraty emitiu nota lembrando o “princípio da liberdade de navegação em águas internacionais” e cobrou o fim do bloqueio humanitário a Gaza. Enquanto isso, embaixadas na região estão em alerta para prestar assistência consular.

Até o momento, não há informações sobre a saúde dos ativistas ou confirmação oficial sobre seu destino. Organizações de direitos humanos pressionam por transparência, enquanto Israel mantém que a ação foi uma medida de segurança.

Com informações do ICL Notícias.

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