A morte de Renan Torquato, 16 anos, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Coelho Neto, no Maranhão, na última segunda-feira (12), reacendeu críticas à precariedade do sistema de saúde do município. Familiares denunciam falhas no atendimento, ausência de exames e a não realização de transferência para um hospital melhor equipado, mesmo com o agravamento do estado do jovem.
Renan procurou a UPA no domingo (11), após várias tentativas frustradas de diagnóstico em postos de saúde locais. Segundo relatos da família, em atendimentos anteriores, ele recebeu apenas medicação e foi liberado, sem exames complementares. No domingo, já em estado grave, foi atendido na UPA, mas, de acordo com os parentes, a equipe médica alegou falta de leitos e de ambulância com suporte avançado para transferi-lo a Caxias (MA), onde haveria estrutura adequada.
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O jovem morreu na manhã seguinte, e a situação se agravou quando a família foi informada de que o corpo só seria liberado após exame cadavérico no Instituto Médico Legal (IML) de Timon (MA). Parentes questionaram a demora na transferência após a morte, enquanto em vida Renan não teve acesso ao mesmo recurso.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o desespero dos familiares e a presença da Polícia Militar no local, chamada pela direção da UPA. A atitude foi criticada como insensível, aumentando a tensão no momento de luto.
Moradores de Coelho Neto relatam problemas crônicos na saúde pública, como falta de exames, equipamentos e transporte para casos urgentes. Até o fechamento desta edição, a Secretaria Municipal de Saúde não se pronunciou sobre o caso nem confirmou a abertura de investigações.
A morte de Renan expõe as falhas na assistência médica no município e levanta questionamentos sobre a eficiência da gestão pública local. A família e a comunidade exigem respostas e mudanças para evitar novas tragédias.
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