Família de brasileiro-palestino morto em prisão israelense aguarda há um mês pela liberação do corpo

O documento aponta que a morte foi causada por desidratação, desnutrição prolongada e falta de atendimento médico.

Passado mais de um mês desde a morte do brasileiro-palestino Walid Khalid Abdalla Ahmad, 17 anos, em uma prisão israelense, seu corpo ainda não foi liberado para sepultamento. Apesar dos esforços diplomáticos do Brasil, Israel não respondeu aos pedidos de explicação ou restituição do corpo à família.

Walid morreu em 22 de março na prisão de Megido, segundo um laudo médico obtido por advogados que atuam no caso. O documento aponta que a morte foi causada por desidratação, desnutrição prolongada e falta de atendimento médico. O governo israelense, no entanto, não entregou oficialmente o laudo à família nem justificou a retenção do corpo.

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Fontes próximas às negociações afirmam que Israel costuma usar corpos de prisioneiros como moeda de troca, prática que antecede a guerra em Gaza. Enquanto isso, a família de Walid clama por justiça. “Sentimos uma tristeza profunda e uma dor enorme por não podermos nos despedir”, disse Khaled Ahmad, pai do jovem, em entrevista à GloboNews.

Apelo ao governo brasileiro

Khaled pede a intervenção direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Gostaria de fazer um apelo ao presidente do Brasil para que nos ajude a conseguir a liberação do corpo do nosso filho, para que possamos sepultá-lo de acordo com os ritos islâmicos”, afirmou.

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Walid foi preso em setembro de 2023 na Cisjordânia, acusado de atirar pedras contra soldados israelenses. Seu pai nega as acusações e diz que o jovem era saudável, estudante dedicado e sonhava em cursar universidade. “Seus sonhos foram destruídos após sua morte na prisão, em consequência de tortura, negligência e condições desumanas”, desabafou Khaled.

Itamaraty cobra transparência

O Ministério das Relações Exteriores emitiu nota exigindo que Israel investigue a morte com “transparência e celeridade”. Lula, ao comentar o caso em março, lamentou a situação: “Tivemos a tristeza de ver a morte de um brasileiro preso em Israel”.

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Enquanto a família aguarda uma resposta, organizações de direitos humanos denunciam as condições das prisões israelenses, onde relatos de tortura e negligência são frequentes. A esperança agora é que a pressão internacional acelere a liberação do corpo de Walid para um enterro digno.

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