O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA) foi nomeado nesta quarta-feira (9) como o novo ministro das Comunicações, substituindo Juscelino Filho, que deixou o cargo após denúncia de corrupção. A escolha, no entanto, já enfrenta críticas devido ao histórico de repasses de emendas parlamentares do parlamentar para Arame (MA), município governado por seu pai, Pedro Fernandes (União).
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Dados levantados pela colunista Natália Portinari, do UOL, mostram que, desde 2021, Pedro Lucas destinou cerca de R$ 30 milhões em emendas para a cidade de 25,5 mil habitantes. Os recursos foram aplicados em obras de pavimentação, executadas por ministérios federais.
Em nota, o agora ministro afirmou que todas as destinações seguiram “instrumentos legais previstos no ordenamento orçamentário brasileiro, com total transparência”. No entanto, parte dos repasses veio do chamado “orçamento secreto”, mecanismo de emendas de relator proibido pelo STF em 2022.
Pedro Lucas foi o deputado que mais direcionou verbas para o Maranhão durante o governo Bolsonaro. Eleito em 2022 com 159,7 mil votos, já havia atuado como vereador em São Luís e presidido a Agem, cargo obtido por indicação do ex-governador Flávio Dino.
Arame recebeu R$ 5,7 milhões em emendas de relator antes da proibição, além de R$ 20 milhões em emendas de comissão e R$ 4,5 milhões em impositivas entre 2023 e 2024. O montante total chega a R$ 30,2 milhões, segundo o UOL. A nomeação ocorre em meio ao esforço do governo para conter desgastes após a saída do antecessor.
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