A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta segunda-feira (31) que a estatal reduzirá o preço do diesel em suas refinarias em R$ 0,17 por litro, queda de 4,6%. O novo valor, de R$ 3,55 por litro, entra em vigor nesta terça-feira (1º).
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O anúncio foi feito durante cerimônia de parceria ambiental com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), na sede da empresa, no Rio de Janeiro, cerca de 15 minutos antes da divulgação do comunicado oficial. A medida ocorre após pressão do governo federal, que defendia o corte como forma de aliviar a inflação.
Segundo Chambriard, o diesel vendido pela Petrobras está, atualmente, 29% mais barato em termos reais do que no final do governo Jair Bolsonaro. “Isso mostra que a Petrobras está comprometida com a sociedade brasileira”, afirmou.
Alinhamento com o mercado internacional
A redução aproxima os preços praticados pela Petrobras da chamada paridade de importação, que calcula o custo de trazer o combustível do exterior. Na abertura desta segunda, a diferença entre o valor cobrado pela estatal e o índice da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) era de R$ 0,08 por litro.
Analistas do Goldman Sachs avaliaram que, após o corte, a Petrobras passa a operar praticamente em linha com as cotações internacionais. Já a corretora Ativa questionou o timing do ajuste, já que a empresa defende uma política de preços que evite volatilidade abrupta para o consumidor.
Quebra de protocolo e impacto no consumidor
O anúncio surpreendeu ao ser feito em evento público, rompendo o padrão da Petrobras de comunicar reajustes apenas por meio de notas à imprensa. O sigilo é estratégico para evitar especulações no mercado financeiro e no setor de combustíveis.
No comunicado oficial, a Petrobras afirmou que, considerando a mistura obrigatória de 14% de biodiesel, a redução para o consumidor final deve ser, em média, de R$ 0,15 por litro. Sobre a gasolina, Magda Chambriard disse que não há decisão de alteração.
A última mudança no preço do diesel havia ocorrido em fevereiro, após semanas de defasagem, em meio a vazamentos de informações e desgaste político. Desde então, o combustível permaneceu estável até esta nova redução.
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