A analogia criada pela direita para defender a ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil é, no mínimo, curiosa. No texto, um vizinho tenta impor regras sobre como uma família deve educar seu filho, inclusive dentro de sua própria casa. A conclusão é óbvia: trata-se de uma afronta à soberania da família. No entanto, quando o assunto é a interferência dos EUA no Brasil, a mesma direita que se diz defensora da liberdade e da soberania nacional parece esquecer seus próprios princípios.
A tentativa de justificar a ação dos EUA como um exercício de “soberania” sobre empresas em outro país é uma falácia que não se sustenta. Soberania, por definição, é o poder de um Estado de governar a si mesmo, sem interferências externas. Quando os EUA tentam impor sanções a autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes, sob o pretexto de proteger a “liberdade de expressão”, estão claramente ultrapassando os limites do respeito à autodeterminação dos povos.
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A direita brasileira, que historicamente se alinha a interesses estrangeiros e defende agendas neoliberais, agora tenta maquiar essa ingerência como um ato legítimo de soberania. No entanto, é importante lembrar que a verdadeira soberania reside na capacidade de um país de tomar suas próprias decisões, sem submissão a pressões externas. O STF, ao combater a desinformação e os discursos de ódio, está cumprindo seu papel de proteger a democracia e a Constituição brasileira.
A defesa da “soberania” das empresas, como no caso do X (antigo Twitter), é apenas uma cortina de fumaça para esconder os reais interesses em jogo. Elon Musk, dono da plataforma, e seus aliados nos EUA não estão preocupados com a liberdade de expressão, mas sim em garantir que suas empresas possam operar sem qualquer tipo de regulação ou controle, mesmo que isso signifique minar a democracia em outros países.
A analogia da direita, portanto, cai por terra quando aplicada à realidade. Se um vizinho não tem o direito de ditar regras dentro da sua casa, muito menos um país estrangeiro tem o direito de interferir nas decisões soberanas do Brasil. A defesa da democracia e da justiça social passa, necessariamente, pela rejeição a qualquer forma de intervencionismo, seja ele econômico, político ou midiático.
É hora de a sociedade brasileira acordar para essas manobras retóricas e reconhecer que a verdadeira soberania só será alcançada quando o país tiver pleno controle sobre suas instituições e políticas, sem submissão a interesses externos. A luta pela democracia e pela justiça social exige que defendamos nossas instituições e rejeitemos qualquer tentativa de interferência estrangeira, seja ela disfarçada de “defesa da liberdade” ou de “soberania empresarial”.
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