Maranhão ocupa penúltimo lugar em ranking nacional de inovação, aponta estudo do INPI

Segundo Serra, o baixo desempenho do Maranhão pode ser explicado por fatores como o “baixíssimo nível de industrialização” e “investimentos e financiamentos desconectados das necessidades do mercado”.

Um levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) revelou que o Maranhão está entre os estados com o pior desempenho em inovação no Brasil. Entre 2014 e 2024, o estado apresentou um crescimento de apenas 2 pontos no índice, mas permanece na penúltima posição do ranking, à frente apenas do Acre. O estudo também destacou que nenhum estado da região Nordeste figura entre os dez primeiros colocados.

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Em 2024, o Maranhão ocupava a 25ª posição, com 0,123 pontos. Agora, na gestão do governador Carlos Brandão (PSB), sucessor de Flávio Dino, o estado alcançou 0,125 pontos, mantendo-se entre os últimos colocados. O economista-chefe do INPI, Rodrigo Ventura, atribui o fraco desempenho do Nordeste a fatores como ambiente institucional, infraestrutura tecnológica e qualificação da força de trabalho. “Os estados do Nordeste não vão bem em dimensões como acesso a tecnologias da informação e comunicação, além de enfrentarem desafios na qualificação da mão de obra”, explicou.

O estudo do INPI avalia a inovação com base em variáveis como número de patentes registradas, interação entre universidades e setor produtivo, investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), infraestrutura tecnológica e grau de industrialização. Roberto Serra, professor de Administração e diretor da Agência de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Estadual do Maranhão, destacou que a inovação, no contexto do levantamento, refere-se à capacidade de transformar conhecimento em soluções aplicáveis que gerem impacto econômico e social.

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Segundo Serra, o baixo desempenho do Maranhão pode ser explicado por fatores como o “baixíssimo nível de industrialização” e “investimentos e financiamentos desconectados das necessidades do mercado”. Ele também citou a falta de direcionamento de recursos para inovação nas universidades, a baixa conexão entre pesquisa acadêmica e realidade socioeconômica, e a falta de conhecimento dos setores produtivos sobre as potencialidades da academia. “Esses fatores limitam a absorção da inovação pela economia e enfraquecem o ambiente de colaboração entre universidades e indústrias”, afirmou.

Para reverter esse cenário, o professor defende um conjunto de ações estratégicas, como a criação de incentivos para que as indústrias locais utilizem tecnologia desenvolvida nas universidades, o fortalecimento do ecossistema de inovação por meio de incubadoras e parques tecnológicos, e a promoção de uma cultura de inovação dentro das instituições de ensino superior. “É essencial aumentar a industrialização do estado e aproximar os setores produtivos da academia, mostrando como a ciência pode gerar soluções para desafios reais”, concluiu.

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Enquanto o Maranhão busca melhorar sua posição, outros estados também enfrentam desafios. Em 2014, Alagoas ocupava a última posição do ranking, com 0,121 pontos, mas subiu seis colocações em 2024, alcançando 0,143 pontos. Já o Acre, que caiu quatro posições, fechou o ano com 0,111 pontos, assumindo o último lugar.

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