Câmeras corporais de PMs de SP acusados de estupro estavam desligadas, revela investigação

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que os policiais foram presos por “abandono de posto” e “descumprimento de missão”

Um detalhe crucial chamou a atenção no caso da jovem de 20 anos que alega ter sido vítima de abuso sexual por dois policiais militares do 24º Batalhão de Diadema, na Grande São Paulo, no último domingo (12). As câmeras corporais dos agentes, que poderiam fornecer evidências sobre o ocorrido, estavam desligadas no momento do incidente. A informação foi confirmada por fontes próximas à investigação e reforça as dúvidas sobre a conduta dos policiais.

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A jovem, que ainda se recupera física e emocionalmente, afirma que os PMs a abordaram após um bloquinho de carnaval e ofereceram uma carona para levá-la até sua residência. No entanto, em vez de cumprirem a promessa, os agentes teriam cometido o abuso sexual no banco traseiro da viatura. A mãe da vítima, que preferiu não se identificar, relata que a filha foi deixada descalça e sem seus pertences, incluindo documentos e um iPhone que poderia conter provas do ocorrido.

A ausência de imagens das câmeras corporais, que deveriam estar ativas durante o patrulhamento, é apontada como uma falha grave. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que os policiais foram presos por “abandono de posto” e “descumprimento de missão”, mas não comentou especificamente sobre o desligamento dos equipamentos.

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— Se as câmeras estivessem ligadas, teríamos clareza sobre o que realmente aconteceu. Por que elas estavam desligadas? O que os policiais queriam esconder? — questionou a mãe da vítima, em entrevista ao GLOBO.

A jovem passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), que constataram marcas de violência física. A mãe destacou que a médica responsável pela perícia ficou chocada com a quantidade de hematomas no corpo da filha.

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A SSP informou que a acusação de estupro está sendo “rigorosamente apurada” e que os policiais envolvidos estão afastados das atividades operacionais. No entanto, a falta de registro das câmeras corporais dificulta a reconstrução dos fatos e aumenta a pressão por transparência no caso.

Especialistas em segurança pública destacam que as câmeras corporais são ferramentas essenciais para garantir a integridade tanto dos cidadãos quanto dos próprios agentes. O desligamento dos equipamentos em situações como essa levanta suspeitas e reforça a necessidade de protocolos mais rígidos para o uso da tecnologia.

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Enquanto a investigação segue, a família da vítima cobra justiça e medidas preventivas para evitar que casos semelhantes se repitam.

— Eles vão falar o que convém, mas as câmeras não mentem. Ou melhor, a falta delas diz muito — concluiu a mãe.

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