O cinema brasileiro entrou para a história na noite deste domingo (2/3) ao conquistar, pela primeira vez, o Oscar de Melhor Filme Internacional com a produção Ainda Estou Aqui, dirigida por Walter Salles. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas premiou o longa-metragem, que emocionou plateias e críticos ao retratar a história de resistência de Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, vítima da ditadura militar no Brasil (1964-1985).
“Esse filme vai para uma mulher que, após uma perda enorme por um regime autoritário, decidiu não se render: Eunice Paiva”, declarou Salles ao receber a estatueta. O diretor dedicou o prêmio às atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, mãe e filha na vida real, que interpretaram Eunice em diferentes fases da vida.
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A vitória de Ainda Estou Aqui marca um momento histórico para o cinema nacional. Embora o Brasil já tivesse sido representado no Oscar anteriormente — como com Orfeu Negro (1960), que venceu na mesma categoria, mas foi premiado como produção francesa —, esta é a primeira vez que uma obra genuinamente brasileira leva a estatueta.
O filme, baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, filho de Eunice e Rubens, narra a incansável busca da protagonista por justiça após o sequestro e assassinato de seu marido pelo regime militar. A produção também foi a primeira do Brasil a ser indicada ao prêmio de Melhor Filme, categoria que inclui produções americanas.
Reconhecimento internacional
Ainda Estou Aqui já havia chamado atenção antes do Oscar, acumulando prêmios em festivais como Veneza, Roterdã e Globo de Ouro. Nos Estados Unidos, o filme foi exibido em mais de 700 salas, conquistando o público e a crítica especializada.
Para Walter Salles, o sucesso da produção se deve à relevância universal de sua mensagem. “É uma história sobre resistência, em um contexto de fragilidade da democracia em todo o mundo”, afirmou o diretor em entrevista à BBC News Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou a conquista em suas redes sociais: “Hoje é o dia de sentir ainda mais orgulho de ser brasileiro. Orgulho do nosso cinema, dos nossos artistas e, principalmente, orgulho da nossa democracia.”
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