O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de João Teodoro Nunes Neto, ex-prefeito, e Sérgio Ricardo de Albuquerque Bogéa, ex-secretário municipal de Finanças de Primeira Cruz (MA), por desvios de recursos do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Os fatos ocorreram em 2002, quando ambos ocupavam cargos na gestão pública do município. A sentença, proferida pela Justiça Federal, foi publicada em 13 de fevereiro e condena os ex-gestores por atos de improbidade administrativa.
A ação civil pública, proposta pelo MPF, apontou que os réus utilizaram notas fiscais irregulares para justificar despesas públicas, caracterizando enriquecimento ilícito e dano ao patrimônio público. Segundo as investigações, os recursos do Fundef foram sacados para pagamentos em espécie, e as notas fiscais apresentadas como comprovantes de despesa foram identificadas como falsas. A ilegalidade dos documentos foi confirmada por meio de investigação da Polícia Federal (PF) e de relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).
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Na decisão, o ex-prefeito e o ex-secretário foram condenados ao ressarcimento integral e solidário dos recursos desviados, no valor de R$ 579.021,91. Além disso, ambos terão os direitos políticos suspensos por 14 anos, pagarão multa individualizada equivalente ao valor do dano causado e ficarão proibidos de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou creditícios pelo mesmo período. A sentença ainda pode ser recorrida.
O caso reforça a atuação do MPF no combate à corrupção e à má gestão de recursos públicos, especialmente aqueles destinados à educação. O Fundef, criado em 1996 e substituído pelo Fundeb em 2007, era um dos principais mecanismos de financiamento da educação básica no país, e seu desvio impacta diretamente a qualidade do ensino público.
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