A construção da Estrada Travessia da Baixada, rodovia estadual no Maranhão, tem sido motivo de preocupação para as comunidades quilombolas do município de Anajatuba. Representantes das comunidades afirmam que a obra, executada pelo Governo do Estado, está causando danos ambientais e sociais, afetando campos e igarapés essenciais para a subsistência de pescadores, aquicultores e extrativistas da região.
De acordo com os quilombolas, o projeto não segue as normas previstas na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante a consulta livre, prévia e informada a povos indígenas e tribais sempre que medidas governamentais possam afetar diretamente suas terras e modos de vida. A falta de diálogo com as comunidades tem sido um dos principais pontos de crítica.
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Eliane Frazão, presidente da União das Associações Remanescentes de Quilombos do Município de Anajatuba (UNIQUITUBA), destacou que os quilombolas não são contra o progresso, mas exigem que a obra seja realizada de forma sustentável e respeitosa. “Nós queremos viver com sustentabilidade e junto com um progresso que não nos destrua, que não nos faça passar fome e nem prejudique nossa saúde”, afirmou Eliane, em entrevista ao Jornal Tambor.
A líder quilombola também expressou preocupação com a segurança da comunidade, uma vez que a rodovia conectará Anajatuba ao município vizinho de São João Batista, aumentando o fluxo de pessoas e veículos na região. Além disso, ela denunciou a destruição de áreas ambientais vitais para a sobrevivência das famílias locais.
O Jornal Tambor entrou em contato com o Governo do Estado para obter um posicionamento sobre as críticas, mas, até o fechamento desta edição, não havia recebido resposta. A reportagem será atualizada assim que novas informações forem disponibilizadas.
Enquanto isso, as comunidades quilombolas seguem mobilizadas, buscando garantir que seus direitos sejam respeitados e que o desenvolvimento da região não ocorra às custas de seu modo de vida e do meio ambiente.
Com informações do Jornal Tambor
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